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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

RESENHA: A TEORIA DA PSICOGÊNESE DA ESCRITA: A ESCRITA ALFABÉTICA COMO SISTEMA NOTACIONAL E SEU APRENDIZADO COMO PROCESSO EVOLUTIVO

LIVRO: 
COMO EU ENSINO - SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA - ARTUR GOMES DE MORAIS
ARTUR GOMES DE MORAIS
CAPÍTULO II ATÉ A PÁGINA 65.



Capítulo II

falta uma parte anterior que será digitada em um outro momento

2. POR QUE A ESCRITA ALFABÉTICA É UM SISTEMA NOTACIONAL E NÃO UM
CÓDIGO?

VISÃO TRADICIONAL: o aluno aprende memorizando e repetindo, decorando formas gráficas (letras) e os sons (fonemas), isto é, "decodificariam ou codificariam as palavras"p.46, tudo seria questão de treinamento.
O autor quer evitar palavras como: código, decodificar e codificar, pois elas não incluem o trabalho cognitivo por trás da aprendizagem.
Na teoria da psicogênese da escrita não se aprende um código e sim um sistema notacional.
O aprendiz não conhece o sistema e não conhece os fonemas isolados como AI e PÓ, não sabem que duas letras podem ser lidas.
As regras não são internalizadas de um dia para o outro, a criança vai desvendando e compreendendo o alfabeto. Para isso encontrará duas respostas que provém de tais perguntas:
"1) O que as letras representam (ou notam, ou substituem)? 2)Como as letras criam representações (ou notações)? (Ou seja, como as letras funcionam para criar representações/notações?)"p.49
Resposta 1= as crianças ainda não sabem o que representam
Resposta 2 = vai se abrindo hipóteses silábicas.

Aspectos do sistema silábico:

1)conceituais= refere-se as 2 questões acima e remetendo ao processo de representação simbólica
2)convencionais=refere-se as convenções de cada língua.

3.PROPRIEDADES DO SISTEMA ALFABÉTICO QUE O APRENDIZ TEM QUE RECONSTRUIR PARA COMPREENDER O SEU FUNCIONAMENTO

Convenções da língua Portuguesa:

Propriedades da língua para se tornar alfabetizado:

1.Escreve-se com letras convencionadas e não inventadas.
2.Letras com formato fixo.
3.A ordem das das letras deve obdecer a palavra
4.As letras podem se repetir em uma ou mais palavras.
5.As letras devem obdecer regras de posições e de conexões.
6."As letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos..."p.51
7.Os sons das letras são menores que das sílabas.
8.As letras possuem sons fixos,.
9.Existem também os acentos que modificam os sons.
10.As sílabas podem variar quanto as combinações entre vogais e consoantes.

Percebemos que como alfabetizados não vemos todas essas teorias anteriores, isto na psicogênese pressupõe um percurso evolutivo.

4.EXPLICAÇÃO DA TEORIA DA PSICOGÊNESE DA ESCRITA SOBRE O PROCESSO DE APRENDIZADO DA ESCRITA: AS ETAPAS OU NÍVEIS PELOS QUAIS PASSAM OS ALFABETIZANDOS.

Nesta teoria podemos há a explicação da origem do conhecimento. Pois um novo conhecimento não surge do exterior e sim de uma transformação do aprendiz em relação as coisas que conhece e ao novo conhecimento, ele confronta, gerando um desafio e conhecimento.
Na evoulução da aprendizagem, a criança cria hipóteses para as 2 questões anteriores: "1) O que as letras representam (ou notam, ou substituem)? 2)Como as letras criam representações (ou notações)? (Ou seja, como as letras funcionam para criar representações/notações?)"p.49

A fase pré-silábica

A criança ainda não sabe que pode colocar no papel a sonoridade das palavras que falamos.
Nesta fase, a criança não diferencia a escrita do desenho. Às vezes, elas produzem desenhos parecidos com letras, isto hoje, acontece mais cedo, porque se tem mais contato com as letras. VER A FIGURA 3
Misturam letras e números e criam letras, acham que as características como tamanho dos objetos podem influenciar no tamanho das palavras.
As crianças formulam hipóteses de quantidade mínima (acham que uma palavra deve ter uma certa quantidade de letras para ser palavra) e variedade (não pode repetir as letras). Emilia Ferreiro chamou isto de variações inter intrafigurais, pois a crianças não está brincando de escrever e sim formulando reflexões sobre a escrita alfabética.

A fase silábica

Depois de escrever as palavras, a criança tende a começar ler o que escreveu em divisões silábicas. Pode ser que a criança já tenha algum acesso as práticas tradiconais.
A criança vai tentando um ajuste ao escrever as palavras, inclusive repetindo algumas letras para adequar a palavra p.ex balaaa, depois ela reve e termina por apagar as letras que sobram.
A hipótese silábica demostra que ela compreende que "a escrita é a pauta sonora das palavras"p.58, e também que para cada sílaba há uma letra.
........
O autor discorda em relação a negação do requisito consciência fonológica, pois percebe que a criança ao escrever AUI para jabuti tem percebemos que ela usou a habilidade de analisar os fonemas vocálicos.

A fase silábica-alfabética

A criança percebe que tem que colocar mais de uma letra para cada sílaba, ela reflete sobre o interior das sílabas orais.
A c. começa a perceber que não só com AIU escreve apito, então ela migra para o aprendizado das "consoantese seus valores sonoros"p.63
Às vezes por medo de errar as crianças não arriscam uma escrita, como p.ex. o menino escreveu PAPAI para papai e APIO para apito, perguntado se faltava alguma letra em apito ele responde que sim, mas que não quer arriscar porque não havia aprendido e não queria errar. (a escola pode inibir a escrita espontânea)
Esse período de transição também é um grande aprendizado das correspondências grafema-fonema. Quanto mais o aluno chega a hipótese silábico-alfabética, mais terão chance de sucesso escolar.
VER A FIGURA 5 NO LIVRO.

A fase alfabética

Aqui as crianças resolvem as questões: "1) O que as letras representam (ou notam, ou substituem)? 2)Como as letras criam representações (ou notações)? (Ou seja, como as letras funcionam para criar representações/notações?)"p.49
A c. já escreve, mas ainda tem muitos erros ortográficos, pois ainda acredita que cada letra tem apenas um som. Aqui a c. alcançou uma hipótese alfabética, mas não está alfabetizado, isto requer "domínio razoável das correspondências entre letra e som(ou grafema-fonema)"p.65

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