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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

RESENHA - A educação dos corpos, dos gêneros e das sexualidades e o reconhecimento da diversidade. - DRA SILVANA VILDODRE GOELLNER

A educação dos corpos, dos gêneros e das sexualidades e o reconhecimento da diversidade.

DRA SILVANA VILDODRE GOELLNER

páginas 71 a 82

A questão de diversidade é relacionada a compreensão que ser diferente não é ser desigual, e deve ser uma característica de incluir e possibilitar que todas as pessoas tenham seus direitos garantidos.
Este texto é para que se possa possibilitar uma atuação nas práticas corporais e esportivas, estejamos reconhecendo a diversidade e promovendo a sua inserção e que as situações sejam respeitadas.
Quando falamos em corpo estamos falando sobre o que somos e isso inclui também o que está além dele, mas nele, como roupas, acessórios, máquinas e não somente os músculos, pele e etc.
O corpo representa também uma identidade cultural.

Todos os corpos tem necessidades, mas as necessidades universais, algumas são saciadas de modo diferente, como estar com fome e querer comer um cão, na nossa sociedade não comemos cães, mas os Coreanos, p.ex., comem. E há outras necessidades e hábitos que são totalmente diferentes.
Podemos perceber que o corpo vive, existe, educa-se conforme a sua cultura e seu tempo. O corpo é educado em vários meios de socialização.
Falar de educação dos corpos, diz a autora, por existe uma pluralidade de corpos com características diversas.
É a cultura que nomeia qual é o corpo desejável, e com isso pode expressar uma desigualdade. Se há diferenças é precisos que elas sejam recebidas como identidade do sujeito para evitar estas desigualdades.
Gênero= construção social do sexo.1
A construção do gênero é uma construção estabelecida pela sociedade, mas que varia conforme o o tempo, p.ex., se um homem usasse cabelo comprido em determinada época, sua masculinidade seria questionada, hoje isso já não acontece.
Então ser feminino ou masculino é uma definição fixa? Pode variar dependendo da sociedade e do tempo?
A identidade de cada pessoa varia muito mais em relação a muitas outras características do que apenas ser homem ou mulher. Se é gay, hétero, evangélico, jovem, e etc, pode influir muito mais marcas sociais do que imaginamos.
A diversidade deve ser trabalhada e respeitada na sua pluralidade, rejeitar rótulos, pois rótulos reforçam discriminações e exclusões.
Deve ser feito reflexões sobre certas “atitudes contestáveis”, como p. ex., e o que se poderá fazer:
*a anatomias dos corpos justifica a qual modalidade deve exercer ou não = não existe regras para se fazer ou não atividades conforme o sexo
*a aparência como forma de julgar as pessoas = as características não determinam o que a pessoa faz ou é capaz de fazer.
*a beleza (perfeição) como obrigação da mulher = a mulher deve valorizar o que é, e não sua aparência.
*os meninos incentivados a provar sua masculinidade = isso limita os sujeito a certas práticas.
*estereótipo masculino e feminino = precisamos respeitar as escolhas de cada um e não tabelar uma pessoa por suas escolhas.
*o correto é ser heterossexual = a homossexualidade não é doença e sim uma possibilidade de se viver a sexualidade e deve ser respeitada.
*incentivo a homofobia = cuidar e inibir as atitudes para que nas atividades isso não venha como uma “brincadeira” fazendo com que o ofendido se afaste das práticas.
*separar atividades por sexo = isso limita a participação em atividades em que meninos e meninas gostariam de participar e vivenciar e isso seria reforçar o senso comum.
*preconceitos contra classe social, religião, orientação sexual, etnia, habilidade física e etc. = o primeiro passo é respeitar a diversidade cultura, lembrar que diferenças não são desigualdades e sim diversidade, devesse promover práticas que inibam esse tipo de atitudes.
*linguagem descriminatória e sexista = deve se evitar palavras que evidenciam e reforçam preconceitos.
Nos deparamos com muita outros preconceitos em relação a corpo, gênero e sexualidade. Cabe a cada um construir práticas pedagógicas que evidencie esse respeito pela diversidade, de inclusão.
Lembrando que nas práticas esportivas, historicamente as meninas tem menos oportunidades de lazer, porque tem outras atividades. Motivar com horários que contemplem essa oportunidade e se adequem a realidade e seja um ato inclusivo. Não permitir que praticas esportivas sejam sexistas e que isso venha acarretar em escolhas não desejadas. As habilidades não são referente ao sexo, mas sim a sua história de vida e questões culturais.
Deve-se privilegiar o respeito, aceitação, reconhecimento da diversidade, o que é um grande desafio.2
1p.75
2p.82

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