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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cocrôsia – Uma tarde no Museu

Os animais revelam o nosso eu interior, nosso lado selvagem que deixamos para trás nesta evolução, ou não.


De todos que existem – e digo “existir” ao mesmo tempo que falo da minha minúscula capacidade de conhecer – que eu posso eleger como meu preferido é o cachorro. Além de gostar também de gatos, mas na última década tenho convivido mais com cachorros que com gatos.

Mas bastaram alguns minutos no Museu Carlos Ritter para que o encantamento com a fauna, embora morta, mas muito atraente, pudesse esclarecer e ampliar minha visão sobre o mundo das aves, insetos e etc.

Era um “cemitério de animais”, como escreveria Stephen King, embora nenhum tenha “ressuscitado” naquele momento. Percebi o quanto a TV me apresentou tudo de forma diferente. Hoje entendo como algumas crianças ficam impressionadas com galinhas...É claro, elas veem pela Tv! Mas nossa imaginação não tem o poder de manifestar o tamanho, as formas e os brilhos perfeitamente.

O Flamingo era uma ave que eu admirava pelos documentários, isto é, pelo olhar do outro. No Museu, empalhado, dependurado na parede e atrás de um vidro, não deu para ver seu andar desengonçado, nem para vê-lo dormindo em pé apoiado apenas em uma perna, ou ainda cuidando de seus ovos azuis...Era assim que queria admirá-lo, em todo seu potencial de vida...

Mas graças a Carlos Ritter (1), um cervejeiro e não um biólogo, que ao menos, o cadáver do Flamingo posso dizer que vi.

Visitei o Museu a pedido do Professor, fui no último dia antes de entregar o trabalho. Tinha em mente em fazer um conto sobre o Jacaré, havia iniciado...Mas depois que vi o Flamingo mudei minha atenção.

Confesso que ao chegar no Museu, a primeira coisa que me atraiu foi a “cabeça de dinossauro” (queria falar sobre a evolução), tentei tirar as melhores fotos! Afinal a cabeça estava no chão, eu estava sozinha...quase tive que ficar deitada no meio do Museu para conseguir o melhor ângulo. Até que veio o senhor que cuida do Museu perguntar se eu queria ajuda.. rapidamente respondi:

- Quero tirar uma foto com o dinossauro!

O senhor me respondeu:

-Não é um dinossauro...

E eu sem esperar disse algo pior:

-É a cabeça de uma baleia!?!?

Não tinha como ser a cabeça de uma baleia...era pequena de mais, mas eu e minha “boca grande” não nos controlamos... já era tarde, a vergonha se apoderou de mim por 10 segundos.

O senhor me respondeu:

-É a cabeça de um camelo!

Decepcionada... Não era um dinossauro, não era uma baleia, apenas um camelo.

Ao menos dei umas boas risadas depois... E me deparei com o Flamingo.

E escrevi uma poesia para o Flamingo, sobre sua vida... Confesso que foi uma das piores poesias que eu já escrevi. Mas depois da cabeça de dinossauro, perdi a vergonha.

E a poesia? Segue abaixo.

Um adulto, muitos niños

A cuidá-los, com carinho

Dois ovos azuis, vieram a luz

Mas de penas brancas.

Vem a mãe cerena

Ninhos altos formar

Para melhor os cuidar

Para melhor os preservar

De crustáceos e algas

Numa água que salga

Alimento não falta

Penas rosas se formam

Sem grande cauda

Pernas longas o equilibram

E num bailar cadenciado

Como soldado treinado

Formam sua própria família

Num ciclo sem fim

Mais um ovo azul

Mais penas brancas

Mais um pouco de luz.

(1)Carlos Ritter (1851-1926) – responsável pelas aves.


Prof. Ceslau Maria BiezanKo – pelos insetos.

Prof. Paulo dos Anjos – borboletas.


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