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segunda-feira, 27 de maio de 2013

O CASAMENTO, A LOUCURA E ERASMO DE ROTERDÃ

"Francamente, qual seria o mortal capaz de apresentar a cabeça ao jugo matrimonial, se tivesse, antes, ponderado com sensatez nos inconvinientes de tal estado?Qual mulher capaz de ceder à preseguição amorosa de um homem, se pensasse seriamente no incômodo da gravidez, nas dores, nos perigos do parto, nos repulsivos deveres da educação?
Ora, pois que deveis a vida ao casamento, e pois que os casamentos são filhos da DEMÊNCIA, umas das minhas sequazes, avaliai as obrigações que me deveis! Ademais, quando a mulher passa uma vez por tais incomodos, ousaria expor-se novamente, se não sofresse a influência de minha excelente amiga, a deusa do ESQUECIMENTO? Deixemos que Lucrécio, o poeta, fale à vontade! A própria Vênus não pode negar o que, sem o meu divino auxílio, o seu poder não teria energia, não teria força, não teria efeito."

O Elogio da loucura
Erasmo de Roterdã

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