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sexta-feira, 10 de maio de 2013

ESTUDO SOBRE O MÉRITO PESSOAL E SOBRE A MORAL - DAVID HUME

TRABALHO DE FILOSOFIA
Este trabalho foi produzido em 2006.
Não achei a bibliografia dele, mas acredito que referente ao livro "Ensaio Sobre o Entendimento Humano" de David Hume, vou procurar em um outro momento e atualizar aqui mesmo.
Estou publicando agora apenas para compartilhar, às vezes pode ser de utilidade.
Não está dividido em citações, infelizmente. Está fora das regras da ABNT.
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PARTE I

Embora o autor considere uma época tardia elaborar por meio de raciocínios para provar algo, ele usa esse método para definir o que é mérito pessoal, no qual declara que “mérito pessoal consiste inteiramente na posse de qualidades mentais úteis ou agradáveis para a própria pessoa ou para outras”, pois não há outra forma de pensarmos algo que tenha realmente valor que não se defina como aquilo que venha ser útil ou agradável e em essas qualidades devem ainda ter relação com a própria pessoa ou a outros, a descrição de mérito se dá naturalmente. O que não conseguiu ser visto antes pelas faculdades naturais, por estarem tanto tempo pervertidas em sistemas e hipóteses.
Enquanto as pessoas julgarem apenas pela razão natural livre de preconceitos, não será acrescentada mais nenhuma qualidade além daquelas que definem o mérito pessoal, desde que não se deixem levar pela superstição e a falsa religião.
Pessoas sensatas não praticam penitências católicas, por exemplo, por que não vêem utilidade e nem acham agradáveis, ao contrário, elas frustam os fins desejáveis, e é por isso que esses tipos de práticas são transferidas para a definição de vício.
O que ainda providência as decisões de nossa mente, embora pareça impossível acreditar na sua força, é o grau de benevolência e amor pelo gênero humano, que produz a preferência do que é útil e agradável, isto é, sentimento geral de censura e aprovação que aqui é chamada de distinção moral.
A origem da moral se dá na universalidade de um sentimento comum a humanidade onde todos concordem e descordem em relação a comportamento ou objetos.
Se um homem espera apoio das pessoas que o cercam, contra o outro que lhe produz repúdio, ele não deve chamá-lo de inimigo, rival, antagonista ou adversário, pois isto expressa algo particular, o que não induz aos outros o desejo de odiá-lo também. Mas se a mesma pessoa for atribuída os epítetos de corrupto, odioso ou depravado, o que atribui está adotando uma forma universal onde todos em certa medida concordam e apoiam, assim é adotado um ponto de vista comum a si e aos outros.
Não é só os sentimento decorrentes do caráter humanitário que são apenas censura ou aprovação universalmente, mas também paixões denominadas como egoístas abrangem à grande parte de humanidade. Por exemplo, no caso de uma pessoa pouco conhecida ela provocará uma paixão, negativa ou positiva, em uma parcela pequena da humanidade. Já no caso de um bárbaro conhecido por todos, ele não passará indiferente a todos que o sabem. Mas o que deve ser entendido é que a aprovação ou censura dependerá de qual a classe a pessoa é submissa, se é daquela que aprova a atitude ou reprova, isso indicará como toda sociedade se sentirá em relação ao mesmo objeto e/ou comportamento.
Como distinguir sentimentos humanitários dos ligados a paixão, para percebermos que são os sentimentos humanitários que dão origem a moral? A diferença é que tudo que tocar a minha humanidade, será universal, mas que afeta a minha avareza ou ambição será indiferente ao resto da humanidade.
Os sentimentos morais , embora parecendo frágeis e delicados , tem grande influência na vida humana por formar de certa forma o “partido da humanidade contra seus inimigos comuns, o vício e a desordem", sendo princípios sociais e universais.
O que mantém vivo os sentimentos do certo e do errado é a inspeção de nosso comportamento, pois estamos em busca de caráter, um nome, que nos mantém em uma certa conduta aceitável, que manterá uma desejável reputação.
O autor finaliza a primeira parte seguro de que o “mérito pessoal consiste inteiramente no caráter útil ou agradável das qualidades, seja para a pessoa que as possui, seja para os outros que têm algum relacionamento com ela “, mas ainda com um pouco de ceticismo, por está hipótese não ter sido aceita de forma unânime pela humanidade.

PARTE II

O homem que está preocupado com sua felicidade não se sairá melhor através dos deveres morais? Quais verdades filosóficas podem ser mais vantajosas à sociedade do que a virtude falada anteriormente? Ela declara como propósito que todos sejam felizes em todos os momentos da vida, não descartando nenhum prazer, apenas calculando para o máximo de felicidade.
E é claro que as pessoas não seriam atraídas para práticas onde seus interesses não estivessem indo ao encontro.
O autor considera que seria supérfluo provar que as virtudes são de interesse próprio, assim como os moralistas promoverem esforços para recomendar deveres, além de também acreditar supérfluo provar que as virtudes sociáveis são o melhor para o ser humano do que o contrário, pois o homem tem noção do que lhe poderá acontecer, qual será o fim de cada ação.
O amor de si deve ter como base uma atração ao objeto de busca e é apropriado a benevolência e humanidade. Embora o homem ao escolher uma paixão como base de sua felicidade, poderá vê-la satisfeita com sucesso e sensações de benevolência e humanidade, mas não sentem falta dos deveres para com a sociedade por que não se vêem dessa maneira (amigável, generosa).
Mesmo fazendo todas as concessões, não existe qualquer motivo para dar preferência ao vício do que a virtude. Paz interior, consciência da integridade, um exame satisfatório que só pessoas virtuosas as possui, o vício só promove perda da reputação, desconfiança e descrédito diante da humanidade.
O homem honesto, se filosofa, observa e reflete, e vê que os espertalhões são simplórios que perdem tudo por quinquilharias sem valor.

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