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quinta-feira, 25 de abril de 2013

ÉTICA A NICÔMACO - LIVRO 6.6 A 13



OS PRIMEIROS PRINCÍPIOS

Dos primeiros princípios derivam o conhecimento cientifico e as conclusões da demonstração. Entoa esse primeiro princípio não pode ser objeto de ciência, arte, sabedoria pratica, sabedoria filosófica, não podendo ser as quais apreende o primeiro princípio, resta apenas ser a razão intuitiva.


SABEDORIA

Ser sábio, não é ser especialista em uma coisa só, mas em todas as coisas, pois a sabedoria entre tudo deve ser o conhecimento perfeito e esse conhecimento perfeito deve se dar na união de razão intuitiva e conhecimento cientifica, tendo assim a possibilidade de saber do que decorre os primeiros princípios.


SABEDORIA PRÁTICA

Mas na sabedoria prática1 a apenas a diferença nesta colocação de conhecimento, pois na sabedoria pratica o sábio é o mesmo sábio, somente é diferente na questão “do que ele sabe” pois pode ser um conhecimento variável de acordo com a sua vida.
É a arte de deliberar bem sobre coisas variáveis, pois só delibera o homem que possui a sabedoria pratica2. Ela também faz parte da ação e deve haver uma deliberação tanto nas praticas universais como particulares, não somente nos caos particulares que fazem mais parte da sua concepção.
Na política é denominada sabedoria política, na sabedoria prática as pessoas buscam o seu bem próprio, então o político julga que todos deveriam agir à sua maneira, talvez seja usada essa forma de governo, diz Aristóteles, porque o homem na comunidade precisa ser “administrado” para que todos tenham, conforme as regras da sociedade, assegurado o seu próprio bem.
A sabedoria prática também se relaciona com o caso particular imediato (percepção).


SABEDORIA FILOSÓFICA3

Já a arte política não pode ser pensada como a sabedoria prática ( como uma forma de conhecimento elevado), pois há apenas uma sabedoria filosófica em relação ao individual e não uma sabedoria filosófica em relação ao coletivo4.


DELIBERAÇÃO

Não é a mesma coisa que investigação, ela se atem a um caso particular da coisa. E a sua natureza de excelência é a deliberação5 correta .


INTELIGÊNCIA

Também não é igual a sabedoria prática, visto que, a inteligência se relaciona com a deliberação e a dúvida, limitando-se a julgar6 enquanto a deliberação é o dever que se deve ou não fazer.


DISCERNIMENTO7

Diz Aristóteles que “é aquele que discrimina corretamente o que é eqüitativo, e o discernimento correto aquele que julga segundo à verdade”8.
Quando possui o discernimento, pudesse dizer que a pessoa atingiu a idade da razão, por que ela passa, com a experiência, a “enxergar” de outra maneira, porque elas possuem a sabedoria prática. O discernimento faz parte da capacidade da julgar corretamente o que a sabedoria prática exige.
Partindo do particular para o universal temos a percepção da sabedoria filosófica. Porque é a partir do particular que temos o eqüitativo (o comum a todas as pessoas) e este tendo uma reta discriminação chegamos ao discernimento.
Logo, o discernimento faz a conjunção em sabedoria filosófica e sabedoria pratica, o que lhe denomina como algo necessário para o bem do homem.


SABEDORIA FILOSÓFICA E SABEDORIA PRÁTICA

É por isso que o indivíduo deveria ter os dois tipos de sabedoria, mas um pouco mais em relação aos casos particulares.
Mas qual a utilidade da sabedoria pratica e da sabedoria filosófica, já que para quem é bom a sabedoria pratica é supérflua e para os maus de nada adianta?
E a sabedoria filosófica não torna o homem mais feliz?


VIRTUDE

As duas são partes da lama e por exemplo na sabedoria filosófica o homem é feliz a pessoas apenas por ela fazer parte de sua alma, enquanto a sabedoria pratica é capaz de nos apontar o certo juntamente com a virtude moral para tornar a escolha certa mas esta ultima não é ela que denomina nossa escolha.


HABILIDADE

É a faculdade que torna possível chegar ao fim desejado, podendo ser bom ou mau, por isso quem possui sabedoria pratica pode ou astuto, logo quem possui sabedoria pratica pode ser mau.


1 Aquilo que lhe é vantajoso ( livro 6- 1141b)
2 apenas o homem que visa calculadamente ao que há de melhor para os homens, naquilo que é atingível pela ação. (livro 6- 1141b 10)
3 é um conhecimento cientifico combinado com a razão intuitiva daquelas coisas que são as mais elevadas por natureza (livro 6-1141b)
4 homem e animais
5 que tende a alcançar um bem (livro 6 – 1142 b 20);
a excelência da deliberação será a correção na deliberação (livro 6 – 1142 b 30)
6 bem e corretamente
7 a faculdade pela qual os homens são “juizes humanos” e que “possuem discernimento” (livro 6 – 1143 a –15)
8 livro 6 - 1143 a -15

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