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sábado, 1 de dezembro de 2012

Um grande sonho

Um grande sonho



Por esses dias houve a apresentação dos novos colegas, cada um disse seu nome e o que fez na vida, o quer fazer de sua vida, e eu, como sempre, disse que hoje ainda desejo ser professora (afinal, é por isso que estou fazendo outra licenciatura), mas foi simples deste jeito.

Meus colegas falaram sobre suas vontades, o que fizeram e o que fariam, alguns tinham ideias e sonhos “grandes” perto do meu.

Fiquei pensando sobre isso.

Meu sonho não é grande?

Meu desejo de lecionar no interior e talvez poder comprar um sítio perto da escola, ter meus livros e as pessoas que eu gosto a minha volta não é um grande sonho?

A resposta que eu achei para minhas perguntas foi: sim e não.

Meu sonho, não é um grande sonho, quando visto pelo lado capitalista, então posso responder:

- Meu sonho não é um grande sonho capitalista.

Também não é um grande sonho egocêntrico onde eu acredito que eu possa salvar ou mudar o mundo.

Já pensei assim quando era mais nova, hoje vejo que só podemos mudar e salvar nosso próprio mundo.

Nós podemos ser éticos, não podemos exigir que o outro seja ético.

Nós podemos ser o que quisermos, de bom ou ruim, e o próximo também, indiferentemente do que eu sou.

Eu como professora, desejo que ao menos um aluno lembre de mim como uma professora que lhe ensinou algo de bom para sua vida, e os outros se recordarem algum dia, que não seja por algo ruim.

E eu vejo isso como um grande sonho, um sonho humano e decente.

Uma pessoa que admiro em sua vida, mas sua obra eu não entendi em toda faculdade, foi Kant (e não foi por culpa dos professores e sim por que não me identifiquei com sua obra, afinal meus colegas entenderam e um está se tornando especialista). O pouco que li sobre a vida de Kant, foi que ele viveu a vida inteira onde nasceu, Könisberg, foi professor, leu muito e escreveu, conviveu com seus amigos em jantares e dizem que o mais longe que ele foi de sua cidade foram apenas 300 km.

Pensando assim, foi uma vida simples, e nem por isso ele deixou de ter uma grande importância para Filosofia.

O que eu quero dizer com isto? É que sermos ou não reconhecidos por algo, não depende muito de nossos sonhos, às vezes, nem de grandes atitudes. Se uma pessoa vai mudar algo na humanidade? Só o tempo poderá dizer e não os seus planos.

Somente o tempo poderá explicar a consequência de nossos atos.

Posso ser criticada por que os tempos eram outros, mas acredito na atemporalidade.

Se podemos ser assim, viver atemporal? Não totalmente.

Devemos viver nosso próprio tempo, mas não precisamos ser totalmente influenciados por ele.

Se essa é uma concepção conformista?

Também digo que não, pois não me conformo com muita coisa que vejo e também não estou conformada em não ser aceita da forma que sou, ou ter meus sonhos julgados pelos outros como grandes ou pequenos, afinal, cada um deve ser aquilo que é em sua essência. O ser é, em sua essência, aquilo que é, até mesmo quando muda de opinião.

Se eu vou mudar de opinião? E não sei.

Mas tenho certeza que tenho um grande sonho. Seja ele qual for.

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