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sábado, 10 de novembro de 2012

O sol também se levanta - Ernest Hemingway

Todos os livros que chegam até mim tem uma história, o livro "O sol também se levanta" de Ernest Hemingway não foi diferente.
Tudo começou com um filme que eu gosto muito, mas não recomendo, pois não agrada a todo mundo, porque ele não faz você cair em prantos e nem rir igual a uma hiena...e todas as pessoas que eu tenho falado sobre filmes querem ou rir ou chorar...ficar estático? Nem pensar.
Bom, o nome do filme é "Meia-noite em Paris" é do Woody Allen e tem aquele ator que era o dono do Marley do filme "Marley e eu".
Meia-noite em Paris é um filme que possui uma "finalidade" intrínseca: de  indicar vários autores da literatura, pintores e etc.
Um dos autores apresentados foi Ernest Hemingway, o qual o ator principal do filme é fã (havia outros literatos que ele também admirava), deste filme adquiri uma lista de livros que quero ler.
Em relação a Ernest Hemingway, o livro citado no filme foi "Paris é uma festa", mas quando fui ao sebo encontrei deste autor apenas o livro "O sol também se levanta" (título original: The Sun Also Rises).
Gostei do título, a capa não ajudava, mas o autor era tão comentado...

A história do livro:
Se passa com amigos que moram em Paris, mas que não são de Paris e sim dos EUA e Inglaterra.
Barnes (trabalha no jornal), Brett (tem relacionamentos amorosos), Robert (é escritor), Bill e Mike (o noivo de Brett).
Todos o homens que conhecem Brett, se apaixonam por ela, é uma mulher moderna para a época, apaixonasse sem limites (e vive as paixões até acabar, e acabam rápido), mas ela diz que ama apenas Barnes, mas eles não ficam juntos, ou ao menos é o que parece no final do livro.
Brett está se separando e é noiva de Mike, mas resolve ser amante de Robert e sempre pede conselhos a Barnes.
Um dia os quatro amigos (Barnes, Robert - agora amante de Brett-, Brett e o noivo mais Bill) resolvem ir a Espanha ver as touradas.
Confesso que essa parte é muito cansativa, a não ser quando há as discussões quando estão bêbados, na verdade a maioria do tempo eles estão bêbados.
O principal é a indecisão de Brett e a capacidade dela fazer os homens a sua volta parecerem todos uns tolos, que a seguem como cachorrinhos.
Um deles chega a compará-la a Circe (que transforma todos os homens em porcos).
No final ela se apaixona por um toureiro - que eu fiquei torcendo para o touro, para dar mais emoção ou ver como a Brett reagiria, mas nada disso aconteceu...
Os amigos voltam para suas cidades, Brett foge com o toureiro, o noivo vai embora, o amante já foi embora a muito tempo (depois de ter batido em todo mundo e ter provado desta forma que realmente sabia boxe), o outro amigo -o Bill- vai embora, mas Barnes resolve voltar para passar uns dias em San Sebastián e recebe uma carta de Brett, ele vai de encontro dela em Madri. Ela diz que esta sozinha e pede ajuda a ele, diz que não deu certo com o toureiro, eles pegam um táxi, e se abraçam...e ela diz que vai voltar para o noivo.

E fim.

Esse fim foi ruim (na minha opinião), não é por acaso que levei 9 dias para ler um livro tão pequeno, acho que não comecei pela melhor obra de Hemingway, quando eu encontrar "Paris é uma festa" comprarei e lerei (é claro), pode ser que seja bem melhor, não consegui ver muita lógica neste livro. Talvez não tenha lógica, talvez seja apenas o estilo de Ernest. Os personagens pareciam pessoas perdidas e terminam deixando o leitor perdido com tanta falta do que fazer, sem interesse maior pela vida. Talvez por que tenham se conhecido durante a Primeira Guerra Mundial ficaram um pouco "perdidos".

Porque ler este livro?
Para conhecer como são as touradas, eu não sabia quase nada a respeito disto, também não sei se continuam assim, pois o livro se passa na década de 20 ou 30.
Para conhecer o psicológico de pessoas com educação (escolar) em uma época que não se tinha muito acesso, percebesse que eram modernos, não tinham muitos pudores.

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