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sábado, 24 de novembro de 2012

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - PAULO FREIRE

Resumo de alguns pontos:

Capítulo I



Não há docência sem discência”

Paulo Freire fala sobre o aprender e ensinar, de como se pode “ensinar e aprender e aprender a ensinar”, que não devemos ser apenas o professor, mas sim o aluno. Que é necessário sempre a aperfeiçoamento e estar aberto à aprendizagem, mesmo que esta aprendizagem seja também em sala de aula com seus alunos.


Além de estar à frente de uma sala de aula, não podemos ser somente o professor que apenas repassa o que aprendeu, mas que ajuda o aluno a adquirir um conhecimento próprio, o autor ainda questiona o conhecimento bancário que se usou e se usa muito, onde o professor deposita um conhecimento pronto que o aluno e no final do mês “tira um extrato” daquilo que ensinou e esse conhecimento deve ser igual, sem questionamento.
A questão é não que o conservadorismo no ensino seja errado ou não, não é o principal questionamento, mas sim que haja no professor o aspecto progressista deve ser acrescentado para que o aluno não seja um mero “repetidor” de teorias e não acrescente nada em sua educação.

1.1– Ensinar exige rigorosidade metódica

Aprender sendo critico do próprio aprendizado é a forma de reconstruir em cima do que já foi construído, isto é, fazer ter a possibilidade de criar o novo com o que conhecemos.



Isto serve para a leitura que fazemos, que não deve ser uma leitura mecanicista, mas uma leitura que nos faça refletir sobre o que lemos e nos trazendo um pensamento crítico sobre a leitura.

 
1.2 - Ensinar exige pesquisa

“Pensar certo” para Paulo Freire é partir de um conhecimento simples e buscar através de pesquisas expandir e multiplicar este conhecimento, isto é, não permitir o erro. A buscar pelo conhecimento deve ser incessante e assim o professor deve ser – um eterno pesquisador – e ensinar aos seus alunos a serem pesquisadores.

 
1.7 – Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação

Pensar o novo não é excluir o antigo, mas rever seus métodos, por isso, o autor nos diz que não devemos ser educadores que apenas transmitem o conhecimento, mas que torne cada conhecimento um novo pensar, um pensar que não tenha preconceitos entre o novo e o antigo, e que façam de ambos proporcione o “pensar certo”, mesmo que no início apareçam equívocos.

 
2.3 – Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educado

O que nos diz o texto é que à necessidade de respeitar o outro em sua individualidade, isto é, perceber o aluno em suas diferenças estabelecendo diálogos que possam permitir que cada ser entenda o outro em sua autonomia. Aprender a respeitar e conhecer o outro, assim também se aprende.

 
Bibliografia:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. 148 p. (Coleção Leitura)



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ponte para Terabítia - Katherine Paterson

Vi o filme "Ponte para Terabítia" duas vezes, o filme é bem feito, mas é triste.

Um dia, lendo sobre livros, vi um comentário dizendo: "o filme é melhor que o livro!"
Eu nem sabia que existia o livro, mas achei difícil um filme superar a obra em que foi baseada.
Então pensei (é o que sempre penso em relação a livros): "Quando encontrar este livro vou ler para tirar minhas próprias conclusões".
Por esses dias tive aula sobre literatura infantil, e a professora recomendou a autora Ana Maria Machado, fiquei interessada e procurei seus livros na faculdade, logo encontrei uma tradução que ela tinha feito e era "Ponte para Terabítia" de Katherine Paterson.
Peguei na biblioteca. Era 160 páginas, mas li tudo em um dia (no feriado), a leitura é fácil, afinal é um livro infanto-juvenil.
Como quase sempre acontece, as características físicas dos personagens são sempre diferentes dos livros, pois a menina é de cabelos escuros e no filme é loira e o menino tem cabelo cor de palha e no filme é castanho escuro e etc.
Mas o que muda muito é a maneira de ser dos personagens, pois o Jess no início filme é um menino retraído e distante de tudo o que é sentimento, e a menina Leslie é quem tem mais atitude de ser boa na "medida certa" - justa -.
No livro é o contrário as personalidades, ele é que faz a maioria das coisas interessantes que aparece no filme, inclusive ajudar a menina má da escola, pois é ele que pede a Leslie que vá consolá-la no banheiro. Além disso no livro, os sonhos de Terabítia são embalados por clássicos literários, pois ela (Leslie) fala sobre os livros que lê (ela é filha de escritores e não tem televisão em casa), eu gostaria que essa parte tivesse ido para o filme, iria estimular as juventude a ler.
Bom, no final, quando a Leslie morre, no filme é muito triste, mas no livro é confuso, pois ele é um menino e tem que agir como um menino, eu acredito que aquela narrativa do livro sobre tudo que ele pensa esta mais condizente com sua idade.
Recomendo que leia o livro e depois veja o filme. Os dois são bons.

Curiosidades sobre o livro e o filme: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-118164/curiosidades/

Se eu lembrar de mais alguma coisa, escrevo depois...

sábado, 10 de novembro de 2012

O sol também se levanta - Ernest Hemingway

Todos os livros que chegam até mim tem uma história, o livro "O sol também se levanta" de Ernest Hemingway não foi diferente.
Tudo começou com um filme que eu gosto muito, mas não recomendo, pois não agrada a todo mundo, porque ele não faz você cair em prantos e nem rir igual a uma hiena...e todas as pessoas que eu tenho falado sobre filmes querem ou rir ou chorar...ficar estático? Nem pensar.
Bom, o nome do filme é "Meia-noite em Paris" é do Woody Allen e tem aquele ator que era o dono do Marley do filme "Marley e eu".
Meia-noite em Paris é um filme que possui uma "finalidade" intrínseca: de  indicar vários autores da literatura, pintores e etc.
Um dos autores apresentados foi Ernest Hemingway, o qual o ator principal do filme é fã (havia outros literatos que ele também admirava), deste filme adquiri uma lista de livros que quero ler.
Em relação a Ernest Hemingway, o livro citado no filme foi "Paris é uma festa", mas quando fui ao sebo encontrei deste autor apenas o livro "O sol também se levanta" (título original: The Sun Also Rises).
Gostei do título, a capa não ajudava, mas o autor era tão comentado...

A história do livro:
Se passa com amigos que moram em Paris, mas que não são de Paris e sim dos EUA e Inglaterra.
Barnes (trabalha no jornal), Brett (tem relacionamentos amorosos), Robert (é escritor), Bill e Mike (o noivo de Brett).
Todos o homens que conhecem Brett, se apaixonam por ela, é uma mulher moderna para a época, apaixonasse sem limites (e vive as paixões até acabar, e acabam rápido), mas ela diz que ama apenas Barnes, mas eles não ficam juntos, ou ao menos é o que parece no final do livro.
Brett está se separando e é noiva de Mike, mas resolve ser amante de Robert e sempre pede conselhos a Barnes.
Um dia os quatro amigos (Barnes, Robert - agora amante de Brett-, Brett e o noivo mais Bill) resolvem ir a Espanha ver as touradas.
Confesso que essa parte é muito cansativa, a não ser quando há as discussões quando estão bêbados, na verdade a maioria do tempo eles estão bêbados.
O principal é a indecisão de Brett e a capacidade dela fazer os homens a sua volta parecerem todos uns tolos, que a seguem como cachorrinhos.
Um deles chega a compará-la a Circe (que transforma todos os homens em porcos).
No final ela se apaixona por um toureiro - que eu fiquei torcendo para o touro, para dar mais emoção ou ver como a Brett reagiria, mas nada disso aconteceu...
Os amigos voltam para suas cidades, Brett foge com o toureiro, o noivo vai embora, o amante já foi embora a muito tempo (depois de ter batido em todo mundo e ter provado desta forma que realmente sabia boxe), o outro amigo -o Bill- vai embora, mas Barnes resolve voltar para passar uns dias em San Sebastián e recebe uma carta de Brett, ele vai de encontro dela em Madri. Ela diz que esta sozinha e pede ajuda a ele, diz que não deu certo com o toureiro, eles pegam um táxi, e se abraçam...e ela diz que vai voltar para o noivo.

E fim.

Esse fim foi ruim (na minha opinião), não é por acaso que levei 9 dias para ler um livro tão pequeno, acho que não comecei pela melhor obra de Hemingway, quando eu encontrar "Paris é uma festa" comprarei e lerei (é claro), pode ser que seja bem melhor, não consegui ver muita lógica neste livro. Talvez não tenha lógica, talvez seja apenas o estilo de Ernest. Os personagens pareciam pessoas perdidas e terminam deixando o leitor perdido com tanta falta do que fazer, sem interesse maior pela vida. Talvez por que tenham se conhecido durante a Primeira Guerra Mundial ficaram um pouco "perdidos".

Porque ler este livro?
Para conhecer como são as touradas, eu não sabia quase nada a respeito disto, também não sei se continuam assim, pois o livro se passa na década de 20 ou 30.
Para conhecer o psicológico de pessoas com educação (escolar) em uma época que não se tinha muito acesso, percebesse que eram modernos, não tinham muitos pudores.
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