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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Balzac e duas de suas mulheres


"Uma visita amigável" (1895), William Merritt Chase

Quando iniciei a ler Eugenia Grandet pensei: "puxa", que garota sem sal, tudo obedece, se apaixona fácil, espera dez anos para reencontrar seu grande amor...mas a partir daí é que há uma reviravolta e ela se transforma em uma mulher admirável, pois quando esse amor voltou e se mostrou esquecido de seus sentimentos, achei que ela iria fazer de tudo para reconquistá-lo ainda mais que havia ficado rica, mas ela vendo que ele tinha virado um interesseiro, e que queria se casar com uma moça da cidade grande, ela envia dote suficiente para que ele se case com essa tal mulher e Eugenia se casa com um grande amigo que gosta muito dela e a respeita muito.
Os dois constroem junto uma grande fortuna, ela fica viúva e sozinha. Teve um amor digno.
Odeio mocinhas que fazem de tudo para ficar com o "príncipe".

Já na obra  A Mulher de Trinta Anos foi diferente, estava esperando algo muito interessante, afinal já cheguei nos 30 e esperava algo...não sei o que esperava...algo que não era o que tinha no livro.
A Júlia, que é a mulher de 30, começa jovem e mimada. Seu pai lhe dá conselhos que ela não escuta, inclusive de não casar com quem ela casa.

Ela não é feliz, na verdade o esposo não é tão ruim. Ela desperta uma paixão em um inglês ao qual se aproxima dela e convive com ela e o marido, afim de curá-la de sua eterna depressão. Eles se apaixonam e ela tem uma filha do marido a qual ela não dá a mínima importância.
E ela não foge com ele dando a desculpa que é mãe.
O inglês morre e ela (entrelinhas) culpa a filha de 5 anos por isso ao resto da vida.
Aos 30 em sua eterna depressão ela desperta o amor de um outro homem, o qual eu entendo que ela tem relações físicas com ele. Esse cara vive o resto da vida na volta. Ela tem outros filhos e não sei se algum não é desse amante. Mas ela segue com o marido.
Até que um dia quando a Helena tem 16 anos (é a filha mais velha) e ela tem ciúmes da filha, chega um assassino em sua casa e a menina resolve ir embora com ele e vai, e a mãe nem se importa.

Ainda bem que o cara é bom.(só lendo para entender)
Depois o pai descobre que a filha está bem.
No final ela reve a filha já na hora da morte de Helena que tinha sobrevivido a um naufrágio e que estava muito mal, ela não pede perdão e ainda fala para filha mais nova a qual ela adora que Helena morreu tentando dizer que "longe da mãe nunca se é feliz".

Imagina uma coisa dessas, ela é muito "cara de pau", ela só fala isso para tentar colocar a filha mais nova em suas mãos. Ela não tem nenhum sentimentos pelos outros filhos que já morreram e deixaram netos, ela não tem sentimentos pelos netos.
A filha mais nova casa com um homem muito rico, e que não fica muito tempo em sua casa, então, ela começa ser amante do filho do último amante de sua mãe.

Júlia fica louca com isto, pois acredita que sua filha será descoberta e perderá todas as regalias.
E sua filha mais nova diz: Achei que você só tinha ciúmes do pai e não do filho.
Nisso, Júlia, sai porta a fora e morre.
Até é bem triste esse final, dei uma choradinha, Balzac soube tocar em um ponto triste, mas a Júlia merecia esse final de desprezo da filha mais amada.
Bom o que eu queria falar e terminei contando os livros é: eu esperava mais da mulher de 30, já que Eugenia tinha sido uma pessoa forte no final, este livro não é um grande consolo para as mulheres de trinta.
Na verdade, o que os especialistas dizem é que a mulher de trinta anos é também tão  apaixonante quanto a de 15 anos, isto é, foi apaixonante ao longo dos seus anos.
Embora, no meu conceito, ela tenha sido muito má.

P.S. recomendo para quem estuda sociologia e psicologia.


Imagem do site: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2008/06/15/pintura-uma-visita-amigavel-de-william-merritt-chase-108477.asp

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