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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

“VERDADE E JUSTIFICAÇÃO” CAPITULOS V, VI, VII e VIII

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As proposições devem ser consideradas cuidadosamente para que a generalização do que é dito não seja aceito de forma que se coloque por certo tudo que nelas pretendemos dizer, isto é, quando afirmamos que algo “é” e que tudo contido em uma afirmação pode ser aceito como verdadeiro, não deixamos margem para que este algo possa ser questionado.
É necessário que se trabalhe também com hipóteses, mas não se deixe tomar toda a conceitualização através de delas, porque devemos ter algumas coisas que se torne necessariamente conhecidas e dadas como algo que se tenha por verdade.
Justificação é uma forma de dizer porque “isto é verdade”, com a justificação é possível dizer a outra pessoa e a si mesmo o porque acreditamos que algo é verdadeiro e não falso, mas podemos dizer que a justificação não é também algo que dará certeza absoluta, porque é apenas algo onde poderá haver uma aceitabilidade geral, o que não quer dizer que por ser aceito, é verdadeiro, porque aqueles que aceitam algo como verdadeiro, também podem não possuir o conhecimento de causa o que tornará inválida tal justificativa, além de futuramente tal coisa dada como verdadeira posteriormente vir a ser refutada. Deve haver uma coerência entre fato, descrição e conhecimento de causa (partindo dos indivíduos a quem são tratadas as questões).
A conceitualização de um enunciado recebido como verdadeiro, não se apresenta como uma regra, não há como dizer ainda neste momento o que pode levar a ser aceito como uma proposição da qual não possuímos dúvidas sobre sua autenticidade.
A questão é se a hipótese pode ser também levantada com um intuito de buscar a verdade, embora algumas questões não possam ser percorridas por causa de nossa capacidade finita de conhecimento, isto é, as hipóteses podem ser trabalhadas mesmo sendo “desmoralizadas” por não terem como ser comprovadas através de justificações e justificações estas como no sentido de dizer: - isto é isto. E isto se apresenta de acordo com as concepções dos outros e as nossas próprias concepções.
Com isto, procuramos na busca da verdade uma universalidade da subjetividade, aquilo que poderíamos definir como: aquilo que cada um entende como verdade sobre um assunto proposto e que este entendimento se torne de alguma maneira semelhante, se possível igual, ao que o outro entende sobre este determinado assunto como verdade.
Há uma necessidade em que para algo ser considerado como verdadeiro, tenha correspondência com a verdade do outro. (mas a verdade da maioria é confiável?)
A verdade deve ser aquilo que no momento há uma ligação entre os acontecimentos e o teor que se apresenta, isto é, fazendo ligação com o conhecimento teórico que possuo. Mas a necessidade de cuidadosamente ser apresentado desta maneira para que a falibilidade não esteja presente já no princípio do que se está colocando em teoria e por conseqüência se definindo como verdadeiro. É necessário um cuidado com as teorias que temos sobre a verdade e também com as falácias.(mas isto não é uma conclusão)

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