CONTADOR DE VISITAS

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O QUE É SER PROFESSOR?

2)Após a leitura dos textos e das sua experiências pessoais responde a seguinte questão:
2a) O que é ser professor para você?
É um profissão como outra qualquer, mas tem um pouco mais de responsabilidade pois afinal estamos formando profissionais de todas as áreas possíveis de se imaginar, alem de estarmos tratando com ser humanos que estão começando a formar o seu caráter e que muitas vezes tem no professor o único espelho a seguir por causa da falta de estrutura das famílias e não só aquela família que passa por dificuldades financeira e que tem pouca cultura, mas aqueles que são pais ausentes por que acham que os filhos precisam mais de infra-estrutura para ser feliz do que carinho e atenção, e é ai que cai e que tem pouca cultura, mas aqueles que s sobre o professor uma responsabilidade que não é sua mas não há como negar atenção a uma pessoa que esta lhe pedindo não há como ser indiferente. Não somos feitos de pedra e mesmo sendo uma profissão como qualquer outra não devemos ser tão indiferente com o resto do mundo e principalmente com apenas uma pessoa que precisa de um incentivo. Todos sabemos que apenas uma palavra pode mudar a vida de uma pessoa para melhor ou até mesmo acabar com ela, não é querer mudar o mundo ou achar que através da licenciatura poderemos mudar o mundo, mas acordar e ver que através de qualquer profissão devemos dar o máximo e mudar o nosso “eu” e ver o quanto é importante a nossas atitudes frente aos colegas, aos alunos e a comunidade, não é querer ser exemplo, pois os exemplos mostram as diferenças a desigualdade promove a comparação e a disputa, é apenas ser melhor e ao mesmo tempo igual a todos.

2b)O que esta profissão significa no contexto social e, em especial para os alunos?
No contexto social, em relação aos alunos, não tenho dúvidas que é a profissão que mais modifica a sociedade e os alunos enquanto pessoa é esta profissão que mostra e apresenta todas as realidades em outras sociedades e em outras datas assim esclarecendo o que acontece na nossa sociedade hoje e o porquê de tudo isso. É o que fala no texto “Saber pensar... imaginar... Saber sonhar a sociedade cidadã”.
“... refletir sobre as práticas cotidianas que nós educadores e educadoras, vimos desenvolvendo... podemos ajudar a construir seja por meio de nossa ação ou da nossa omissão”[1].
Não é apenas mostrando ao aluno como nós professores agimos perante a sociedade, mas as várias formas de ação que farão parte da construção de uma sociedade mais justa.

2c)Qual a responsabilidade do professor junto aos alunos?
O professor é um orientador no qual os alunos têm total confiança e que muitas vezes, não ousam questionar (infelizmente porque o professor não sabe tudo e nem teria como saber de tudo), mas além de passar o conhecimento, o professor deve mostrar onde ele pode recorrer em caso de dúvida e também ensinar a pensar por si só e não ficar esperando que os outros apontem o que deve ser feito e sim o próprio aluno questionar se aquilo que está fazendo é certo ou errado e qual será as suas conseqüências da decisão tomada. É mostrar que o professor tem uma opinião, mas que essa opinião, às vezes, não é a mesma das outras pessoas e não deve ser seguida e sim discutida e questionada e que os próprios alunos devem tomar as suas decisões e refletir sobre todas as opiniões possíveis das pessoas que estão a sua volta e também das pessoas públicas podendo concordar ou ter sua própria visão sobre o assunto.

2d)Basta ensinar a matéria?
Não basta apenas ensinar a matéria, devemos instigar que o aluno pense, e refletindo chegue à compreensão do que está sendo ensinado a ele tanto em sala de aula como na vida, mas devemos apenas mostrar o caminho e não levá-lo pela mão, porque mais tarde quando houver a necessidade ele não terá a experiência de pensar e decidir o que deve ser feito perante o fato que lhe foi apresentado. Devemos ter um método no qual o aluno entenda a matéria, mas pense sobre o que está sendo dado e não apenas “decorar para a prova” deve ter um senso crítico uma percepção aguçada para “juntar” os fatos e entender a matéria logo obtendo as resposta e perguntas coerentes com o que está sendo proposto.

2e)Como o aluno pode entender a realidade em que vive?
O aluno pode entender a realidade em que vive estudando, lendo, e refletindo sobre os acontecimentos que transcorreram no passado e percebendo assim que os acontecimentos de hoje são conseqüências deste passado, devemos entender o passado que não vivemos e atentarmos as decisões que foram tomadas e ver o resultado hoje, e observando o presente podemos talvez prever o que poderá acontecer no futuro e que esse futuro poderá ser modificado hoje apenas dependendo das atitudes e decisões tomadas nesse momento.

2f)Como pode interagir e participar da mesma?
O aluno pode e interagir e participar da realidade em que vive assim como já foi dito nas questões acima: sendo estimulado a ter uma visão consciente e crítica dos fatos que acontecem na sua rua, bairro, cidade e no mundo, deve começar por compreender o porquê destes acontecimentos e o que está influenciando todo este resultado, mas muitas vezes o contato com a realidade começa na escola e o aluno começa a interagir primeiro com os problemas escolares (falta de estrutura e recursos) e a partir daí passam a observar os problemas da comunidade e do país.E o aluno deve ver que tudo pode ser mudado, que os problemas poderão ter uma solução basta “lutar”[2] pela mudança necessária que a comunidade precisa e deseja.
[1] Saber pensar, Pedro Jerio.
[2] Não com armas ou guerras, mas procurando seus direitos.

“VERDADE E JUSTIFICAÇÃO” CAPITULOS V, VI, VII e VIII

TWITTER: @ericamacleo

As proposições devem ser consideradas cuidadosamente para que a generalização do que é dito não seja aceito de forma que se coloque por certo tudo que nelas pretendemos dizer, isto é, quando afirmamos que algo “é” e que tudo contido em uma afirmação pode ser aceito como verdadeiro, não deixamos margem para que este algo possa ser questionado.
É necessário que se trabalhe também com hipóteses, mas não se deixe tomar toda a conceitualização através de delas, porque devemos ter algumas coisas que se torne necessariamente conhecidas e dadas como algo que se tenha por verdade.
Justificação é uma forma de dizer porque “isto é verdade”, com a justificação é possível dizer a outra pessoa e a si mesmo o porque acreditamos que algo é verdadeiro e não falso, mas podemos dizer que a justificação não é também algo que dará certeza absoluta, porque é apenas algo onde poderá haver uma aceitabilidade geral, o que não quer dizer que por ser aceito, é verdadeiro, porque aqueles que aceitam algo como verdadeiro, também podem não possuir o conhecimento de causa o que tornará inválida tal justificativa, além de futuramente tal coisa dada como verdadeira posteriormente vir a ser refutada. Deve haver uma coerência entre fato, descrição e conhecimento de causa (partindo dos indivíduos a quem são tratadas as questões).
A conceitualização de um enunciado recebido como verdadeiro, não se apresenta como uma regra, não há como dizer ainda neste momento o que pode levar a ser aceito como uma proposição da qual não possuímos dúvidas sobre sua autenticidade.
A questão é se a hipótese pode ser também levantada com um intuito de buscar a verdade, embora algumas questões não possam ser percorridas por causa de nossa capacidade finita de conhecimento, isto é, as hipóteses podem ser trabalhadas mesmo sendo “desmoralizadas” por não terem como ser comprovadas através de justificações e justificações estas como no sentido de dizer: - isto é isto. E isto se apresenta de acordo com as concepções dos outros e as nossas próprias concepções.
Com isto, procuramos na busca da verdade uma universalidade da subjetividade, aquilo que poderíamos definir como: aquilo que cada um entende como verdade sobre um assunto proposto e que este entendimento se torne de alguma maneira semelhante, se possível igual, ao que o outro entende sobre este determinado assunto como verdade.
Há uma necessidade em que para algo ser considerado como verdadeiro, tenha correspondência com a verdade do outro. (mas a verdade da maioria é confiável?)
A verdade deve ser aquilo que no momento há uma ligação entre os acontecimentos e o teor que se apresenta, isto é, fazendo ligação com o conhecimento teórico que possuo. Mas a necessidade de cuidadosamente ser apresentado desta maneira para que a falibilidade não esteja presente já no princípio do que se está colocando em teoria e por conseqüência se definindo como verdadeiro. É necessário um cuidado com as teorias que temos sobre a verdade e também com as falácias.(mas isto não é uma conclusão)

Kant e Schiller, estética e o belo

Kant
Kant dizia que o Belo é o que através da faculdade da imaginação apresenta um certo sentimento em relação a um objeto. O Belo é uma referência estética e subjetiva. Estético[1] porque tem como conseqüência em um livre jogo do intelecto e da imaginação. Este senso estético não tem função de conceituar o que é Belo e o que não é Belo. Se não há uma fundamentação, conceito, então ele se apresenta livremente conforme a capacidade de cada indivíduo em absorver a informação subjetiva e dentro desta subjetividade exteriorizar a sua constatação sobre o Belo, mas não terá justificativa para aquilo que acabou de concluir.
Percebemos que o Belo “foge” da conceitualização que somos acostumados a introduzir e encaminhar para um dado procedimento que seria causado pelo próprio intelecto. As faculdades de distinção e ajuizamento não irão contribuir com um conhecimento como esperado quando através delas temos a “sensações” do que é aprazível ou não é aprazível. Por não gerar um conhecimento, não há como conceituá-lo e dizer por que determino tal objeto como Belo.
O juízo de gosto se manifesta em todas pessoas a partir do recebimento da informação do objeto, isto é, a uma concordância entre aqueles que conhecerem o objeto haverá uma universalidade em relação a beleza constatada sobre o objeto.
O juízo de gosto proferido sobre um tal objeto será universalizado, mas não terá uma conceitualização dele, o prazer que ele proporciona é livre de todo interesse e ainda a uma conformidade de fins sem fim.

De tudo isso jorra a primeira definição do belo, e, portanto, a solução da primeira parte do problema relativo, nos seguintes termos: - belo é o que agrada sem interesse – e para melhor esclarecer o valor desta proposição Kant efetua uma indagação sobre as várias modalidades nas quais um prazer pode manifestar-se ligado ao interesse, modalidade que ele reduz às três seguintes: I) ao prazer provocado pelo agradável; II) ao prazer provocado pelo útil; III) ao prazer provocado pelo bom.[2]

Há algumas diferenciações que podem demonstrar uma deliberação sobre um objeto embora aparentemente se possa negá-la.

“agradável é o que apraz aos sentidos na sensação”.

Ao declarar sobre um objeto que este me parece agradável, este então manifesta não mais somente a contemplação do Belo, mas suscita um interesse e ou ainda um desejo pelo objeto em que o indivíduo esta a contemplar.
O agradável apraz e deleita.
No caso do Bom, também há um desligamento daquilo que necessita para que o Belo se mantenha liberto de definições, pois a partir do momento que estamos buscando no Belo uma bondade ou uma não–bondade, estamos procurando uma definição, porque ao procurar essa bondade, encontramos a necessidade de questionar o porquê desta bondade, se é bom é porque há uma definição do porque é bom.
Se bom, então útil, ou ainda, se bom, então bom em si.
Tanto o bom como o agradável, estão ligados ao interesse e a faculdade de apetição ao o objeto.
O juízo de gosto sendo apenas contemplativo, não proporcionando conhecimento e não procurando uma conceitualização, então se diferencia do agradável que é de deleite, do bom que é estimado, pois o Belo somente apraz.


Pode-se dizer que, entre todos estes modos de complacência, única e exclusivamente o do gosto pelo Belo é uma complacência desinteressada e livre; pois nenhum interesse, quer o dos sentidos, quer o da razão, arranca aplauso.[3]

Não havendo inclinação do sujeito pelo objeto, muito menos deliberação, mantém o Belo sem uma definição. Apenas estará o juízo de gosto “dentro” de uma universalidade subjetiva.
Sobre o agradável, diz Kant:

“Funda sobre um sentimento privado e mediante o qual ele diz de um objeto que ele lhe apraz, limita-se também simplesmente a sua pessoa.”[4]

Pode-se dizer, agradável para minha pessoa.
Continuando...

“Acerca do agradável vale o principio: cada um tem seu próprio gosto (dos sentidos).”[5]

Já do Belo pode entender que Kant permite que se possa entender que, não pode se “denominar” Belo o que apraz somente a ele, isso mostra o contrário do agradável.
(Não poderá ser Belo para mim).
Os outros podem não ter a mesmo juízo de complacência.
Julgar a beleza é como dizer que “isto é Belo para todos”, isto é universalmente aceito como Belo, embora se mantenha subjetivo para cada um, pois cada indivíduo chegou a essa conclusão sozinho.
E ainda é como se a beleza fosse a propriedade de cada coisa, cada objeto.
Quando digo:
“Isto é Belo”.
É exigido que todos falem o mesmo do que esta se relacionando, porque não há como exprimir um gosto particularizando, seria o mesmo que afirmar que não existe gosto algum.
O Bom é por fim:

Com respeito ao bom, os juízos na verdade também reivindicam, com razão, validade para qualquer um; todavia, o bom é representado somente por um conceito como objeto de uma complacência universal, o que não é o caso nem do agradável nem do belo. [6]

Os objetos sendo julgados através de uma conceitualização faz perder toda a representação de beleza, essa necessidade de uma universalidade no juízo de gosto é apenas uma idéia[7] de julgar sem conceituar é apenas uma idéia ou então seria objetiva e não mais subjetiva como é sua “característica” . E por isso, que podemos dizer que o ajuizamento do objeto antecede o sentimento de prazer, por que é necessário que se tenha a idéia do objeto para depois distinguir qual tipo de sensação ou outra manifestação esse objeto afetara sobre o indivíduo.

Este ajuizamento simplesmente subjetivo (estético) do objeto ou da representação, pela qual ele é dado, precede, pois o prazer no mesmo objeto e é o fundamento deste prazer na harmonia das faculdades de conhecimento; mas esta validade subjetiva universal da complacência, que ligamos à representação do objeto que denominamos belo, funda-se unicamente sobre aquela universalidade das condições subjetivas do ajuizamento dos objetos.[8]

O juízo de gosto, como já havíamos visto, é livre de interesse e tem a conformidade de fins sem fim, o que isto quer dizer é que esse jogo entre intelecto e imaginação é o próprio fim mas sem um fim com o sentido de finalidade que temos, como um fim utilitário.

A conformidade a fins pode, pois, ser sem fim, na medida em que não pomos as causas desta forma em uma vontade, e contudo somente podemos tornar compreensível a nos a explicação de sua possibilidade enquanto a deduzimos de uma vontade.[9]


Como ser imparcial perante um objeto e contemplá-lo sem usar as outras faculdades que estão no indivíduo? Pois afinal todo o conhecimento que temos nos leva a outros estágios. Mas Kant considera esse tipo gosto apenas vicioso com base empírica, que está vinculado a comoções e atrativos é um gosto ainda bárbaro e não um juízo-de-gosto puro. Esse juízo-de-gosto puro não é para ser denominado como aquele que é o perfeito juízo de gosto, pois também estaríamos conceituando o juízo de gosto. Para dizer que um juízo de gosto faz parte de uma beleza contida na perfeição, ela entrará na no parâmetro da beleza condicionada[10] que Kant denomina como beleza aderente, isto é, diferente da beleza livre, que é aquela que não possui um conceito que pertence a juízo-de-gosto puro.

“Beleza é a forma da conformidade a fins de um objeto, na medida em que é percebida nele sem representação de um fim.”[11]

O agradável produz prazer e o belo tendo uma necessidade à complacência mas essa necessidade é um modo de agir tendo universalidade e subjetividade, essa universalidade é exemplar, diz kant. O ajuizamento do belo, apresenta-se universalmente para que todos aqueles que tem a interação sujeito-objeto irão ter a mesma opinião.
Há uma necessidade da universalidade tanto no juízo como no conhecimento para que tenha uma concordância entraria no plano da relatividade ou ainda do ceticismo.
Essa concordância se trata de um dever e não apenas uma possibilidade.

“Belo é o que é conhecido sem conceito como de uma complacência necessária.”[12]




















Schiller


Schiller vê a estética de Kant com um tanto de receio, afinal ele passa por duas fases na estética kantiana, na primeira como um leitor e pode-se dizer quase como um discípulo e depois como um anti-kantiano. A partir de suas cartas[13], ele se torna um crítico da teoria de Kant, embora com inspiração no próprio. Pois Schiller continua a concordar com o ligação entre o belo e a moralidade sugerida por Kant.
Schiller adere plenamente a esta concepção, mas procura dar-lhe um sentido concreto.[...]defende a idéia de que sua arte e arte em geral não são inúteis. Elas podem servir aos desígnios da humanidade, isto é, uma vida harmoniosa e livre, de acordo, ao mesmo tempo, com a natureza e com a virtude.[14]

O que é pretendido na diferenciação da estética abordada é que as exigências sobre o indivíduo para estabelecer a estética, deve ser acessada pela coletividade.
Além do Belo ser visto como aquele que me traz prazer, mas não poderá me despertar este sentimento de prazer, e isto faz que a teoria de Kant seja investigada por Schiller que não vê uma unidade nesse julgamento, pois ao mesmo tempo que apraz não posso ter a consciência disto pois poderá “macular” minha percepção, esta não será mais uma definição pura do Belo.
Schiller quer entender o porque que objetos, por nós, denominados Belos, causam tal efeito na interpretação do homem, ele não acredita simplesmente, que haverá apenas algumas características do objeto belo, pela qual quando é percebido, logo se pode dizer “este objeto é belo por que possui tal e tal características”, ele acredita em certo efeito causado no ser humano, e este, não por definições mas por outras razões irá definir “este objeto é belo”, “isto é belo”.
Kant falava de faculdades, de entendimento, de imaginação e de razão. Quanto a Schiller, exprime-se ele em termos de instintos próprios da natureza humana; por que a beleza, a harmonia da forma e da matéria agrada? Porque engendra a harmonia dos dois aspectos da natureza humana, a razão e sensibilidade. Porque ela é um apelo à conciliação entre o instinto[15] formal (formtrieb) e o instinto[16] sensível (sinnlicher trieb)[17]

Schiller argumenta que os impulsos naturais do homem estimulados pelo instinto e pela busca do prazer poderá desviar a ação do homem e fazer do uso estético mero modo de satisfazer suas tendências, que são naturais do ser humano.
Embora seja visto por ele um ponto que enriquece o uso estético, porque ela estabelece um melhor desenvolvimento da razão, por isso todo o processo de educação estética é visto por Schiller como um impulsor para o processo intelectual e racional, logo, um processo necessário para a moralização, além de ele perceber que esta mesma estética pode mudar a visão do homem e melhorá-lo em relação ao seu semelhante.












CONCLUSÃO


O belo na Crítica Da Faculdade Do Juízo apresenta-se como algo que apraz sem interesse, que o sujeito não poderá encontrar algo que lhe desperte a sua atenção, seja desejável.
Apraz universalmente, todo o sujeito terá a mesma opinião, mas não a uma conceitualização, não será especificado o porquê que é belo.
A finalidade sem fim, um juízo que não apresenta uma finalidade além do belo ser apenas belo, um fim em si mesmo.
E finalmente uma satisfação que é necessária, não há outra maneira de se dizer o belo direcionado a outros princípios ou tentando incluí-lo em algo fora de seu próprio sentido sem conceito.[18]
Kant não procura uma perfeição no belo, pois seria como defini-lo, dizer o que é belo. Ele esta apenas dando a permitindo a liberdade da simples contemplação sem objetivo, sem interesse, sem finalidade, no entanto desta forma esta se seguindo do belo simplesmente por ser belo, não porque trará benefícios, ou porque irá formar opiniões, o belo quando usado desta forma indevida passa não ser mais o belo e sim um caminho para o imaturidade conceitual, onde todos poderiam usá-lo para influenciar. Assim como o belo era comparado ao bem, ao perfeito e outras teorias que seguiram durante séculos.











BIBLIOGRAFIA
CAYGILL, Haward. Dicionário Kant. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
COBRA, Rubem Queiroz . Temas de Filosofia. 2001. Disponível em:.Acesso em: 09 Out. 2006.
GALEFFI, Romano. A Filosofia de Immanuel Kant. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1986
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo. Rio de Janeiro: Forense, 2005
PARISI, Mário. COTRIM, Gilberto Vieira. TDF, Trabalho dirigido de filosofia: 2º grau. São Paulo: Saraiva, 1977
JIMENEZ, Marc. O que é estética. Tradução: Fulvio M.L. Moreto. São Leopoldo: Unisinos, 1999.
BAYER, Raymond. História da estética. Tradução: José Saramago. Lisboa: Editorial Estampa, 1978.
[1] O sentimento do sujeito, e não o conceito do objeto. CFJ.p.77

[2] Galeffi. A filosofia de Immanuel Kant.p.297

[3] CFJ.p.55
[4] CFJ.p56
[5] CFJ.p.57

[6] CFJ.p.58
[7] mas não a idéia do conceito de razão.
[8] CFJ.p62
[9] CFJ.p,.65

[10] (quando comparamos a beleza deste com aquele e buscamos uma perfeição) CFJ.p76
[11] CFJ.p.82
[12] CFJ.p.86
[13] 27 Cartas sobre a educação estética do homem.
[14] O que é estética. Marc Jimenez. P.157
[15] O autor de O que é estética. Sugere ler-se como pulsão ou impulso dinâmico.
[16] O autor de O que é estética. Sugere ler-se como pulsão ou impulso dinâmico.
[17] O que é estética. Marc Jimenez. P.158

[18] Segue ordem como no Dicionário de Kant.p.46

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

AS TRÊS TRANSMUTAÇÕES DO ESPÍRITO - NIETZSCHE



INTRODUÇÃO

Nietzsche fala na primeira parte do livro “Assim falou Zaratustra” nas Três Transmutações do espírito, isto é, metamorfoses, tratando-as como estágios para que o espírito possa transformar-se em dono de si, dono de sua própria vontade, onde o espírito se desfaz de tudo que é dogma e começa algo novo, diferente, não mais com a visão comum e sim uma nova concepção de cosmovisão, além daquela onde eram tratadas universalmente. É morrer para um mundo e nascer para outro.
Assim se faz possível tratar de conduzir o assunto sobre a educação e o papel do professor de Filosofia, organizando sistematicamente os três estágios de “transformação” do professor, isto é, como o professor na tentativa de apresentar a filosofia acaba se deparando com o movimento semelhante ao que Nietzsche descreve no livro “Assim falou Zaratustra” na passagem “As três transmutações do espirito”.
Mas o que Nietzsche pretende tratar realmente com essa analogia da transmutação? O que ele identifica nestes estágios? Apenas o homem e o seu interior buscando uma libertação? Ou também a modificação do mundo a sua volta? Ou ainda uma identificação com o conhecimento adquirido por Nietzsche em seus estudos ao longo dos anos onde teve o contato com vários textos filosóficos, textos históricos, enfim textos sobre a humanidade e sua evolução?
E observando a tudo isto, o que se vê de semelhante ao professor de Filosofia e sua construção de transmissão de conhecimento a partir do texto “Formação do professor de filosofia e As três metamorfoses de Nietzsche” de Silvio Gallo.
A uma preocupação de Silvio Gallo com o modo que é pretendido ensinar filosofia nas escolas, pois o professor passa de mero portador de respostas para aquele que pretende desenvolver o conteúdo de filosofia, o professor se torna totalmente distinto do filósofo, há uma transformação do professor de filosofia assim como as transmutações em que Nietzsche sugeria em Zaratustra? É necessária essa transformação? É o que se pode observar no texto comparativo que Silvio Gallo é que na analogia do texto há uma adequação as modificações que o professor passa durante sua experiência de classe.


As três transmutações

A transmutação do espírito[1] se dá em três etapas:
· O espírito se transforma em camelo[2] que tem a imagem da obediência;
· De camelo se transforma em leão[3], a imagem da libertação;
· E de leão para última etapa, que é a criança[4], a imagem da inocência.
A partir desta três etapas, nota-se a existência de:
Um professor-camelo;
Um professor-leão;
E a necessidade de um professor-criança.
Há interpretações[5] sobre estas três passagens das metamorfoses, como correspondentes a história do pensamento filosófico, onde encontra-se nas formas: “o camelo corresponde-se à Sócrates e Platão - heteronomia; o leão como Descartes e Kant – autonomia legisladora; e, por fim, o próprio Friedrich Nietzsche como a criança – para além dessas duas perspectivas.”[6]

O camelo

O professor de Filosofia é visto como o camelo: aquele capaz de tudo carregar, de aceitar o pesos de dever, de aceitar o “peso da sabedoria”. O professor-camelo é aquele que tudo sabe, que tudo explica, que a ninguém emancipa, nem a si mesmo.[7]

O espírito transformado em camelo, “símbolo do conformismo e da resignação”[8], procura pelo fardo mais pesado, opressor e angustiante. Ele fica feliz com a boa carga, acredita que com a carga mais pesada se sentirá forte por poder suportá-la, ele não só recebe esta carga, como a deseja, o espírito do camelo solicita este maior fardo ao ajoelhar-se para ser melhor acomodado o peso a carregar. Há um questionamento se não deve deixar o orgulho padecer, zombar da própria sensatez, deixar de lado algo que desejou quando conquistou, “ou será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento e padecer fome na alma por causa da verdade”[9], e ao estar doente procurar aqueles que não irão ouvir seus lamentos, ir aos piores lugares da alma se for dessa maneira o encontro da verdade, ou ainda amar aos inimigos ou remoer lembranças que nos fazem mal.
Nietzsche o leria a partir de uma interpretação de sua condição fisiológica que o obriga a ajoelhar-se para poder se situar no mundo. Pela imposição dessa perspectiva o homem, enquanto vontade de potência, manifestaria o ser mais que o caracteriza, ainda que mediante a submissão àquilo que ele mesmo estabelece. Por isso Zaratustra, em seu discurso, refere-se à atitude de baixar-se para estancar a altivez, a de desviar-se da imposição de sua própria perspectiva quando esta já está sedimentada, a de busca incessante do inatingível, a de se submeter a todo sofrimento e contratempo como necessidade de carga manifesta no ardor à verdade e, por fim, a de ser benevolente e compassivo.[10]

O camelo carrega todos os deveres do mundo, ele é aquele que faz tudo conforme as regras, as normas que são impostas desde seu nascimento, não cria algo diferente pois não acredita nesta necessidade, e as carrega em direção ao deserto, ao nada, pois é uma penitência sem garantias de que chegará no destino desejado, mas vê isso com um grande aprendizado.
O “professor-camelo” descrito no texto apresenta-se como um professor que acredita tudo saber e que não permite a libertação de seus alunos e nem sua própria libertação, o que parece condizente com a descrição do camelo de Nietzsche nesta passagem, pois o espírito transformado em “camelo” é descrito como aquele que tudo aceita, logo não permite-se pensar algo novo, abrir-se para novas pesquisas, segue aquilo que aprendeu e não vê novas possibilidades não permite-se atualizar o conteúdo e assim o faz com seus alunos, como não reconhece novas possibilidades de pensamento define tudo o que ensina como o “certo” e o restante que desconhece, o apresenta como contraditório ou ainda sem alguma importância para que possa ser estudado.

O leão

Mas no seu deserto, o espírito do camelo poderá encontrar sua própria liberdade. E aqui, nesse deserto[11], o camelo se transforma em leão que quer ser rei do seu próprio deserto, que não quer imposição, quer ser senhor de sua libertação, mas encontra-se com o dragão, que carrega consigo valores milenares e não deseja ver o espírito transformado, pois quer impor ainda o “tu deves” ao leão, pois o próprio dragão chama-se “Tu Deves”, mas o espírito leão que já está cansado do tempo em que era camelo, que respeitava e obedecia humildemente, agora não quer mais esses valores antigos que o dragão traz consigo e embora não possa criar os novos valores, o leão diz: “eu quero”, eu quero diz o espírito do leão, tentando deixar de lado todos os valores que o dragão traz e quer lhe impor.

O professor-leão é aquele que tem a coragem para dizer não, para negar o instituído e as instituições, para afirmar sua própria liberdade. Mas aonde isso leva? A potência do leão só faz sentido se a negação levá-lo ao devir-criança.[12]

O “professor-leão” pode ser comparado àquele que não tem medo de dar sua opinião, não teme imposições, e é capaz de dizer não quando acredita em suas convicções. Através destas primeiras atitudes do professor, ele começa a oferecer uma segunda opção para si e para os alunos, há uma demonstração de descontentamento com tudo o que lhe é imposto fazendo com que ele comece a chegar em um novo patamar, uma fuga da estagnação.
O leão é aquele que pode resistir a essa imposição, ele já é aquele que pode libertar-se dos antigos valores, o leão é, pois aquele que tem a força para criar liberdade[13].

A criança

“O professor-criança é o mestre ignorante, aquele que pode instaurar um sempre novo começo, fazendo da filosofia uma experiência viva, criativa.”[14]

O leão dirá “não” perante o dever. E o leão se transforma em criança.

“Dizei-me, porém, irmãos. Que poderá a criança fazer que não haja podido fazer o leão? Para que será preciso que o leão que ataca se transforme em criança?”[15]

A criança é um novo começo, ela não tem dogmas a seguir, não possui lembranças que a torturem, é inocente não tendo e nem sentido culpa, é a chance de um recomeço livre de um passado opressivo e de batalhas como o do camelo e do leão.
O “professor-criança”, está liberto de todos o dogmas, ele sabe que não sabe de tudo, mas que é sempre possível aprender, que é sempre possível mudar e que não tem obrigação, comparando com a criança de Nietzsche, é um eterno desconhecer com um eterno aprender e reaprender.

“É a criança, enquanto assimilação do vir-a-ser, que permite o advento do além-do-homem; entretanto antecede ao criar pelo simples prazer de fazê-lo à crença na determinação do querer enquanto outra interpretação de mundo, conhecimento e ação.”[16]

É uma nova chance, para um novo ser humano.

“E assim falava Zaratustra”[17]









CONCLUSÃO

As metamorfoses apresentadas e idealizadas por Nietzsche, de uma maneira diferente, com uma proposta lingüística[18], como se fossem parábolas da Bíblia, talvez tenham a pretensão de passar também através dessa analogia onde os animais lutam por uma nova condição ao se transformarem.
Pois estes animais pertencendo a um só espírito, e por fim tornando-se criança, símbolo da inocência mas também da fragilidade, Nietzsche queira mostrar que por trás de certas fragilidades[19] pode haver grande força e posicionamento no meio em que se vive, que não basta ter força e vontade, mas sim capacidade de criar.
Na maioria das vezes professor passa por todas estas “fases” principalmente no processo de formação, onde a ideais, imaturidade, falta de compromisso, tudo isso acarreta em início maus professores não por querer, mas por assim aprenderem e talvez iludir-se em querer ser parecidos com alguns mestres que estiveram presentes em suas vidas, pois não podemos negar que são grandes influências. Além de tudo, veremos alguns exemplos que nunca mudarão e não é raro, estagnarão no “professor-camelo” por terem expectativas frustradas ou por estarem em profissão inadequada.





















Bibliografia

AZEREDO, Vania Dutra de (organizadora). Encontros Nietzsche. Ijuí: ed. Unijuí, 2003.
BARBOSA, F. Assis. Pereira, M. Cunha. Mini Dicionário Luft. São Paulo: Editora Ática, 1991.
MORA, José F. Dicionário da Filosofia. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1977.
NIETZSCHE, Friedrich W. Assim falava Zaratustra. 2ª ed. São Paulo: Editora Escala.
REALE, Giovanni. História da Filosofia: Do Romantismo até nossos dias. São Paulo: Editora Paulus, 1991.
TREVISAM, Amarildo Luiz e ROSATO, Noeli Dutra. ORGANIZADORES. Filosofia E Educação: Confluências. Santa Maria: Facos – UFSM, 2005.
[1] Geist
[2] Kamele
[3] Löwe
[4] Kind
[5] Há outras interpretações discordantes.
[6] Texto de Vânia Dutra de Azeredo, “As transmutações do espírito”
[7] Filosofia e educação: Confluências. p.145

[8] Site. história – artigos – Nietzsche, a construção do Zaratustra.
[9] Livro – “Assim falava Zaratustra” de Nietzsche. Editora escala
[10] Texto de Vânia Dutra de Azeredo, “As transmutações do espírito”

[11] “Se a terra é a imagem da dimensão em que se postulam sentidos, o deserto o é da recusa em estabelecê-los”. Texto de Vânia Dutra de Azeredo, “As transmutações do espírito”
[12] Filosofia e educação: Confluências. p.145

[13] Para novas criações.
[14] Filosofia e educação: Confluências. p.145
[15] Livro – “Assim falava Zaratustra” de Nietzsche. Editora escala
[16] Texto de Vânia Dutra de Azeredo, “As transmutações do espírito”
[17] Livro – “Assim falava Zaratustra” de Nietzsche. Editora escala

[18] estilo.
[19] Como a sua própria, por ter passado a vida inteira tentando cuidar-se pois possuía uma saúde frágil.
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