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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Possibilidade de relação entre: Teoria, Fato e Verdade.ÉRICA MACHADO LEOPOLDO

TWITTER: @ericamacleo










Se não fosse necessária a teoria, então não seria necessário aprendermos a nos expressar, seria necessário apenas enxergar e observar tudo o que esta a volta, e aprenderíamos tudo sozinhos, o que mostra que o que nos é ensinado faz muita diferença em nossas vidas. Mas os fatos nos ensinam algo? E a verdade existe? Se existe ela tem relação com os fatos ou com as teorias ou quem sabe ainda com os dois. O que é tratado neste artigo é: qual a relação entre fato, teoria e verdade, qual a importância de cada um. Mas ainda questiona se essas perguntas podem realmente serem respondidas. Para tentar encontrar uma solução, foi usado como base, teorias de filósofos de períodos diferentes, além de comentadores atuais, o que cada um deles – filósofos e comentadores – pode concluir a respeito de suas pesquisas filosóficas. Veremos argumentações que nos farão refletir e talvez encontrar caminhos diferentes dos que nos foram propostos.


Palavras-chave: teoria, fato, observação e verdade.






Possibilidade de relação entre: Teoria, Fato e Verdade
A teoria do conhecimento ou epistemologia (do
grego "episteme" - ciência, conhecimento; "logos" – discurso) que procura tratar na filosofia sobre o “conhecimento”, “crenças” para que se possível, possa encaminhar esses argumentos a resposta e essa resposta seja a “verdade” ou as “verdades”, nos encaminha a discussões sobre o que se pode ou não conhecer e qual é a teoria que se usa para chegar a esse conhecer, além de questionar o que se pode ou não acreditar, o que nos parece fato para aceita-lo, ou ainda tomar como verdade? Mas a verdade existe?
Pode haver uma a relação entre fato, teoria e verdade?
Neste artigo veremos algumas teorias sobre essas relações, e o que cada filósofo interpretou, além do que cada um deles questionou em relação a argumentação do outro.
Antes de tentar responder, devemos pensar, refletir e com base segura responder se à uma relação entre fato, teoria e verdade e se estas três denominações pode servir ao real ou só podem ficar na proposição.
No senso comum achamos as definições abaixo:
“Fato: acontecimento; evento.2. o que é real; o que tem sua veracidade reconhecida.3. elemento da locução adverbial de fato; realmente, na verdade [...]”
1
“Teorias: princípios gerais de uma ciência ou arte.2. princípios, plausível ou cientificamente aceitável, proposto para explicar fatos ou eventos observados.[...]”
2
“Verdade: conformidade com a realidade.2. veracidade. 3. Ciosa verdadeira. 4. Exatidão. 5. Sinceridade. 6. Representação de realidade da natureza.”
3
Historicamente encontramos diversas teorias sobre o que podemos chamar de verdade, teoria e fato, até entrelaçamentos entre eles adotados por alguns filósofos, sendo que discutiremos as mais destacadas hipóteses adotadas ao longo dos tempos.
Francis Bacon (1561-1626) assume uma posição da ciência baseada na observação e indução, isto é, preocupada com o método. Nesta visão baconiana não há relação entre fato e teoria, já que a teoria só serve para demonstrar o que foi observado dos fatos que se sucederam, com isso, Bacon da destaque absoluto ao observacionismo como forma de adquirir o conhecimento. Mais adiante veremos que há um filósofo chamado Augusto Comte (1798-1857) que rompe com esse observacionalismo de Bacon.
Bacon em relação a verdade, acreditava que a mesma pode ser descoberta através de duas vias de investigação:
“[...]Uma, que consiste no saltar-se das sensações e das coisas particulares aos axiomas mais gerais e, seguir, descobrirem-se os axiomas intermediários a partir desses princípios e de sua inamovível verdade.[...]. A outra, que recolhe os axiomas dos dados dos sentidos e particulares, ascendendo contínua e gradualmente até alcançar, em último lugar, os princípios de máxima generalidade. Este é o verdadeiro caminho, porém ainda não instaurado.”
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Ainda a modernidade, Descartes (1596-1650) acreditava que a verdade poderia ser conhecida através do que nos parece menos evidente e ele crê que algumas verdades podem ser conhecidas, ele não vê como certo aquilo que é adequado a idéia e o que está exterior a ele, porque o conhecimento para Descartes vai além de adequações, mas através daquilo que geramos em nós mesmo, como o pensamento ordenado, afastando-se de crenças que nos são apresentadas de geração após geração.
Descartes nos apresenta no seu livro “O Discurso do Método”, regras para possibilitar o conhecimento da verdade. São elas: Regra da evidência; Regra da análise; Regra da síntese; Regra da revisão.
Os métodos estabelecidos por Descartes, estabelecem grande influência para filósofos como Hüme (1711-1776) com certa tendência para o ceticismo onde usa do princípio da causalidade (se tenho A e esse A virá A, na próxima vez posso afirmar que A se tornará A ?) e também por Locke (1632-1704) que em seu livro “Ensaio Sobre o Entendimento Humano” nega o que se pode denominar como idéias inatas.
Como já havíamos citado acima, o filósofo Augusto Comte( 1798-1857), também conhecido como pai do positivismo e “sistematizador da sociologia”
6, apresenta uma metodologia onde não coloca o observacionismo como principal método para fundamentar uma tese. Comte, abre caminhos de forma diferencial, onde ele diz que apenas observações não podem alicerçar uma ciência, e que a teoria, é sim o que pode levar a um conhecimento dos fatos. Ele acredita que é preciso um tipo de conhecimento teórico para apreender o que se observa.
Koudela et al. (2002) é necessário o conhecimento de alguma teoria para que seja possível o conhecimento dos fatos.
Comte, não elimina totalmente a atividade observacional, mas acredita que é necessário, a ligação entre teoria e fatos, para que seja o possível entendimento do resultado observado, o que deve ficar claro é que Comte dá um certo destaque a teoria, que por sua vez, vai orientar as observações. Cita KOUDELA. “[...] Em suma, não podemos realizar observações sem uma teoria qualquer assim como não há teoria positiva sem observações.”
7
Comte não transpõe totalmente o método de Francis Bacon, ele apenas abre as portas para uma nova abordagem de teorização, de cientificidade, ele muda o pensamento em relação as os fatos como princípio para chegar a um ponto desejado, quem supera o modelo de Bacon, é Karl Popper, o qual falaremos mais adiante.
Podemos dizer que Comte, destacava a teoria frente aos fatos por três funções em que ele acreditava serem essenciais:
“[...] é ela que os identifica, estabelece conexões entre as observações que deles fazemos, e deduz conseqüências delas. Segundo ele, a mera observação não gera ciência, pois os fatos são os componentes indispensáveis, porem meros materiais, cabendo à teoria a sua recodificação. Ele chega a firmar, enfim, que a experiência é o critério do conhecimento, mas não basta fechar-se nela.”
8
Para Taylor et al. (2000) essa mudança nos séculos XVII e XVIII faz ligação com à moderna epistemologia representacional. Mas os quatro pensadores que o autor acredita que ofereceram novas concepções do conhecimento foram Hegel, Heidegger, Merleau – Ponty e Wittgenstein por que mesmo com grandes diferenças eles argumentam a partir de condições transcendentais que tem origem em Kant.
É no século XVIII, a teoria da linguagem não se predispõe falar somente do indivíduo mas também da própria linguagem do indivíduo, é deixar um pouco de lado essa teoria que se preocupa em falar somente sobre o objeto e sua definição, mas também procurar estudar a própria linguagem.
Kant (1724-1804) e Heidegger (1889-1976) nos apresentam uma direção certa para cada questão e é isso que faz com que a teoria tenha uma base diferente a cada situação, pois através de nós mesmos podemos definir algo dependendo da maneira que somos receptivos a ela, depende do conhecimento que temos para concluirmos algo. Enquanto Nietzsche (1844-1900) apresenta a relatividade de “regimes de verdade“.
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Heidegger apresenta a verdade, como a “verdade situada”
10, uma verdade que está ligada com a linguagem contingente, que marca o ser conforme a sua história (relativo), mostrando que a verdade pode ser condicional em relação a sua história e a circunstâncias em que se encontra o indivíduo, depende de suas experiências. Husserl apresenta uma forma de pensar diferente de Heidegger se tratando de relativismo que a seguir trataremos.
Não podemos esquecer que verdade para Heidegger é a conformidade entre o que é dito e a coisa de que está se falando. Logo o conhecimento adequa-se a coisa e a coisa adequa-se a idéia que está ligada ao conhecimento. Mas a não-verdade é que leva ao encontro da essência do ente.
“O que antes é realçado na hermenêutica, é que aqui o relativismo histórico transcorre no relativismo lingüistico, e um exige do outro.[...] a verdade é relativa num certo tempo, numa certa época, com o assunto: existem muitas verdade, muitos modos [...] possíveis de dizer e interpretar um certo fato ou evento.”
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Podemos dizer então que através desse conhecimento, o fundamento para nossas teorias depende de uma vivência.
Husserl (1859-1938), como já havíamos dito antes, pensa de forma diferente em relação a verdade quando se trata em defini-la como relativa, o que nos diz o trecho “[...] Husserl avança uma hipótese de relançamento do estilo filosófico cartesiano, sublinhando que no “mundo da vida”, no qual se radica a fenomenologia, o relativismo não tem lugar para existir.”
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Wittgenstein (1889-1951) começa a discutir sobre verdade lógica
13 e verdade de fato14
Rudolf Carnap (1891-1970), foi pioneiro no que se poderia denominar dentro de um movimento filosófico como Empirismo lógico
15, o que afastou do indutivismo Baconiano, preocupando-se com as justificações na teoria científica. Diz Koudela: “A relação entre teoria e observação é aqui entendida como a relação entre proposições cientificas ou hipóteses e proposições protocolares ou basilares.”16
Mas Karl Popper (1902-1992), ousa de afirma que assim como Comte, uma observação só se torna clara se estiver fundamentada pela teoria, pois o conhecimentos se dá através de hipóteses, o que automaticamente rompe com o indutivismo genético (o empirismo clássico) sustentado por Francis Bacon. Diz Koudela, que Popper faz o rompimento definitivo em relação ao contexto de formação das teorias, mas não definitivo em relação ao contexto de justificação.
Toda a esquematização de Popper tem como meta a escolha das melhores teorias, não como uma teoria que se possa defini-la como a teoria que traz a verdade, mas sim a teoria “com maior capacidade explicativa e de maior conteúdo de verdade”
17. E por fim vemos colocado por Popper à possibilidade da separação entre teoria e fatos.
Após observarmos as teorias de alguns filósofos que trataram sobre fato, teoria e verdade, podemos chegar a conclusão de que apesar de vários argumentos uns confirmando o que o outro havia dito, outros argumentos dizendo que dessa forma não poderia ser entendido, vemos que todos tem a preocupação com uma só coisa - a verdade.
Embora alguns filósofos tenham questionado sobre a existência da verdade, percebemos automaticamente que esse tipo de argumentação parece que está entrando em contradição com aquilo que tentam buscar, por que a partir do momento que alguém coloca alguma coisa, define, exprime e quer que essa coisa seja entendida e que os outros a tenham como algo de fato, então talvez ele queira que sua teoria seja uma verdade, por que senão qualquer teoria poderia ser aceita, ela sendo correta ou não, afinal não se estaria buscando nada e não precisaria dizer nada.
Já em relação aos fatos, ele apresenta uma forma de relação com a verdade que se apresenta de uma forma muito interessante. Quando perguntamos o que é verdade? Logo recebemos a resposta: é o que os fatos apresentam. Mas que fatos? Os fatos que se adequam a sociedade e ao que a mesma esta passando, historicamente, culturalmente. Aqui podemos dizer que a verdade é relativa, mas ela não depende dos fatos se ela é relativa.
O que podemos dizer então da teoria de sua importância em relação aos fatos e verdades?
Podemos dizer que a teoria se apresenta com mais grau de importância, pois a verdade precisa ser dita, porque ela foi questionada, e questionar é teorizar. Os fatos seguem pela mesma lógica, por que eles podem estar ali, mas para serem definidos como fatos, é necessário que haja uma teorização dos mesmos, é necessário que “eu” tenha conhecimento sobre o contexto histórico passado e sobre o meu próprio contexto atual e o que me dará suporte para essa ligação de passado e presente, é a teoria. Quando falo de fato, falo de linguagem, quando falo de linguagem falo de teoria. No momento que estou observando, estou teorizando e fazendo ligação com o conhecimento teórico que possuo.
O que se pode concluir, é que não se pode concluir, embora pareça contraditório, mas na filosofia alguns princípios (se não a maioria) não se pode dar como concluído, somente se pode fazer um questionamento para novas teorias.
BlBLIOGRAFIA:
AGOSTINI, D’ Franca. Analíticos e continentais. Ed. Unisinos.2002
ARTIGOS, Descartes. 10 em Tudo. . Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2006.
KOUDELA, Marcelllo Souza Costa Neves; Fatos e teorias: do observacionalismo ao teoriticismo em filosofia da ciência (revista reflexão nº 81/82 p 59-73 jan/dez 2002.
TAYLOR, Charles. Argumentos filosóficos. São Paulo. Ed. Loyola. 2000.
1 (LUFT, 1991, p.290)2 (LUFT, 1991, p.596)3 (LUFT, 1991, p.629)5 “(Bacon, 1973, p.22)”. Citado por KOUDELA, Marcello Souza Costa Neves; Fatos e Teorias: do observacionismo ao teoricismo em filosofia da ciência, p.61.6 Revista Nova Escola. Grandes Pensadores. 2006.Vol.2.p.407 “(Comte, 1929, Vol. IV, p.141)”. Citado por KOUDELA, Marcello Souza Costa Neves; Fatos e Teorias: do observacionismo ao teoricismo em filosofia da ciência, p.63.8 KOUDELA, Marcello Souza Costa Neves; Fatos e Teorias: do observacionismo ao teoricismo em filosofia da ciência, p.63.9 (TAYLOR, 2000,p.30)10 “no sentido de que é verdade de uma situação - colocação”. AGOSTINI AGOSTINI, D’ Franca. Três formas de relativismo.P.239.11 AGOSTINI AGOSTINI, D’ Franca. Três formas de relativismo.P.240.12 AGOSTINI, D’ Franca. Analíticos e continentais. Ed. Unisinos.2002. p24513 “fundas sobre uma estrutura lógica da linguagem, universlamente v’lida, ou sobre o significado das palavras”. AGOSTINI AGOSTINI, D’ Franca. Três formas de relativismo.P.244.14 “experiência impírica”. AGOSTINI AGOSTINI, D’ Franca. Três formas de relativismo.P.245.15 Ainda também conhecido como Neopositivismo16 KOUDELA, Marcello Souza Costa Neves; Fatos e Teorias: do observacionismo ao teoricismo em filosofia da ciência, p.64.17 KOUDELA, Marcello Souza Costa Neves; Fatos e Teorias: do observacionismo ao teoricismo em filosofia da ciência, p.68.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

SOBRE A ESSÊNCIA DA VERDADE EM HEIDEGGER-POR ÉRICA MACLEO






Introdução


O que é veremos no texto, a essência da verdade, não são as “verdades” que temos como verdade, aquelas supostas verdades que recebemos todos os dias desde o início de nosso entendimento, mas sim a verdade como um todo, a verdade nela mesma, como princípio e fim nela mesma. O questionar sobre “qual a possibilidade para falar das coisas?” E qual a possibilidade de o fato ser coerente com aquilo que se pensa do fato.
Ainda é introduzido no texto, a argumentação sobre o erro, qual é a importância , se houver, do erro na busca pela verdade? O erro faz com que se encontre argumentos para uma verdade coerente?
Heidegger usa expressões como liberdade, concordância, errância, para se aprofundar no objetivo de mostrar de que modo a essência da verdade pode estar estabelecida em normas completamente questionáveis.
Podemos usar esse texto para auxílio nas articulações proposicionais que são manifestadas em relação a verdade como fundamentação a discussões que necessitam de algo que se manifeste como “soluções” a dúvidas.

A verdade


Há questão “essência da verdade”, não é tratar de algo fora da realidade, porque se converteria na falta de fundamentação onde não se pode talvez encontrar a verdade da essência da verdade. Por isso Heidegger se propõe em tratar no sentido em que a verdade se agrega a realidade.
Ao tratar dessa questão, o bom senso, irá promover um questionamento sobre sua importância, pois não há como argumentar e manter argumentações sobre tal questão.
E o que pode manter o interesse e o debate sobre este assunto é apenas a própria filosofia, pois o senso comum não tem interesse na linguagem filosófica, apenas nas evidências.
“A filosofia, por sua vez, jamais pode refutar o senso comum porque este não tem ouvidos para sua linguagem”.
1
Nos orientamos pelo senso comum no dia-a-dia, pois trabalhamos com o que nos parece mais evidente.
Preocupar-se com a verdade é talvez para alguns, o objetivo de encontrarmos nosso ponto de referência, o nosso lugar, saber o porquê de nossa existência, encontras para nossos questionamentos individuais e coletivos.
Enquanto desejamos a verdade real, ao mesmo tempo somos confundidos com a questão da essência da verdade. Porque a verdade real é a verdade, nada mais do que isso.
A verdade que não pode ser questionada tem de estar de acordo com aquilo que temos por autêntico, mas ser autêntico é nada mais do que possuir as propriedades que esperamos daquilo em que questionamos, é simplesmente ter a confirmação concreta daquilo que já temos idealizado, é responder o que já está respondido.
2
Por exemplo: Qual a propriedade de uma caneta? O que esperamos dela? Se vejo algo que me proporcione a escrita, que contenha tinta, e que marque no papel todos os símbolos que desejo perpetuar por um bom tempo, logo denominarei como caneta. Essa é uma verdade por que está de acordo com o que eu conheço e com o que eu vejo.
Verdade também denominada como aquilo que está de acordo com algo que estamos analisando, esse “de acordo” deve estar em conformidade com a proposição
3 proposta.
“De acordo”, é estar conforme com o que se vê da coisa e ainda em conformidade com o que se diz da coisa – a definição que se tem (coisa e sua definição).
Logo a essência da verdade apresenta-se como a conformidade entre a adequação da coisa e o que se conhecesse da mesma. Só pode haver verdade de uma proposição se há verdade na coisa descrita.
O verdadeiro, seja uma coisa verdadeira ou uma proposição verdadeira, é aquilo que está de acordo, que concorda. Ser verdadeiro e verdade significam aqui: estar de acordo, e isto de duas maneiras: de um lado, a concordância entre uma coisa e o que dela previamente se presume, e , de outro lado, a conformidade entre o que é significado pela enunciação e a coisa.
4
Concepções da essência são: verdade é a adequação da coisa com o conhecimento - veritas adaequatio rei et intellectus e verdade é adequação do conhecimento com a coisa - veritas est adaequatio intellectus ad rem.
A verdade como adequação da coisa com o conhecimento”, ainda não exprime o pensamento transcendental de Kant, e só torna possível a partir da essência humana enquanto subjetividade, segundo a qual “os objetos se conformam com o nosso conhecimento.
5
Mas isso decorre dá fé cristã onde as coisas, como criaturas singulares correspondem à idéia pré-concebida pelo espírito de Deus
6. Concorda e se conformam com a idéia aceitando-o a como verdadeira.
Faculdade dada por Deus: Intelecto humano adequar-se à idéia. Ora, o intelecto somente é conforme com a idéia. A possibilidade da verdade do conhecimento humano se funda, se todo ente é “criado”, sobre o fato de a coisa e a proposição serem igualmente conformes com a idéia e serem, por isso, coordenados um ao outro a partir da unidade do plano da criação.
7
Fato da coisa e a proposição (essência da verdade) tem que estar conforme com a idéia que se tem da coisa. Verdade é a concordância entre criador (ordem da criação = ordem do mundo) e criatura (coisa = conceito essencial é a sua verdade).
Ordenando os objetos pelo espírito
8 (razão), não mais da ordem teologicamente. Já a evidência pode demonstrar que a verdade também possui um contrário: não–verdade que é a inconformidade da coisa com o que se diz dela (proposição). Reduzindo a verdade da proposição a verdade da coisa, então o que resta investigar é a concordância.
A não-verdade original, isto é, o velamento do ente em sua totalidade, é mais antigo do que toda a revelação de tal ou tal ente. Pergunta Heidegger: “O que preserva o deixar -ser nesta relação com a dissimulação?”. O autor chama de mistério (Geheimnis) o velamento do ente como tal o que possibilita a relação da dissimulação com o deixar -ser (Seinlassen).
9

Concordância para verdade


A enunciação pode ter concordância com a coisa, mas não quer dizer que é a coisa em si.10
A adequação não pode significar aqui um igualar-se material enter coisas desiguais. A essência da adequação se determina antes pela natureza da relação que reina entre a enunciação e a coisa. Enquanto esta “relação” permanecer indeterminada e infundada em sua essência, toda e qualquer discussão sobre a possibilidade ou impossibilidade sobre a natureza e o grau desta adequação, se desenvolve no vazio.
11
A enunciação diz que é a coisa “exprime tal qual é, assim como é” e se apresenta e aquilo que está presente é o ente.
Comportamento (é toda relação de abertura para com algo) está aberto para o ente. A abertura que o homem tem com ente depende do ente e do seu comportamento, como se expõe e se expressa, como ele se apresenta se mostrando da maneira que ele automaticamente “entra” na enunciação.
Se dermos o exemplo seguinte: Temos a caneta, sabemos como é uma caneta. Quando a vemos dizemos: - É uma caneta. Mas se ela é de formato diferente, por exemplo, é um triângulo, com uma das pontas com uma caneta, e seu objetivo é ser caneta, mas ao olharmos não percebemos que é uma caneta, então não vamos denominá-lo como caneta, e sim como um triângulo, por que foi a primeira coisa que nos foi apresentada. Logo o ente não exprimiu assim como ele é.
12
A enunciação é conforme a abertura para com algo (seu comportamento) que deve se guiar pela enunciação, pois é através dela que aquilo que ela quer apresentar se torna adequado para tal apresentação. Mas se abertura (onde o ente se torna suscetível e se expressa com é) já torna possível a conformidade da enunciação, então isso pode ser considerado “mais original como a essência da verdade”.
13
Essa última conclusão faz com que a verdade vinda da enunciação seja incoerente porque a verdade original não tem seu princípio na proposição.
O autor coloca a seguinte questão: “qual é o fundamento da possibilidade intrínseca da abertura que mantém o comportamento e que se dá antecipadamente uma medida? É somente desta possibilidade intrínseca da abertura do comportamento que a conformidade da proposição recebe a aparência de realizar a essência da verdade.

Liberdade para verdade


A liberdade aparece para aprofunadar a reflexao juntamente com a verdade é buscando a problematizaçao da essencia do homem que está velada no ser-ai14.
A essência da verdade aparece como a liberdade aonde se fundamenta a conformidade porque é o “estar conforme” que permite através da liberdade aceitar ou escolher e vamos escolher o que está e se apresenta com mais conformidade. Mas isso não quer dizer que o homem estará responsável pela verdade e que com isso ele poderá decidir qual a sua verdade ele deve se basear no bom senso e com apresenta uma subjetividade da verdade.


A não-verdade para a verdade


A essência da verdade ao ser demonstrada como parte da liberdade do homem onde atua como responsável por encontrar a verdade demonstra que o homem por ser volúvel nos seus próprios preceitos não pode ser responsável pela fundamentação da verdade. O homem é volúvel por isso o seu bom senso também poderá sê-lo e em vez de dirigirmos-nos a verdade, iremos a não-verdade que é a inconformidade da coisa com aquilo que dizemos dela.
Relação da verdade com a conformidade e liberdade.
A liberdade é aqui para a verdade, algo necessário pois é através da liberdade que o homem consegue ser o que é. O homem é livre para ser sua própria verdade, a essência da verdade é a liberdade, passa a ser sua própria verdade.
“deixar-ser = o entregar-se ao ente”
15
E essa verdade pode ser melhor denominada como aquilo que é desvelado (alétheia).
E a verdade não é uma proposição, mas aquilo que o homem passa a desvelar a partir de sua ek-sistencia, mas isso ele só pode através de sua liberdade, liberdade de ser historial.
“deixar-ser = liberdade;
verdade = liberdade em sua essência”
16
Mas o homem ainda pode não deixar que ele seja aquilo que é, assim partindo da não-verdade, sendo um ser dissimulado, e não permitindo sua liberdade.
“a essência da verdade se desvelou como liberdade”
17
A essência da verdade como liberdade mostra que o ente aparece desvelado enquanto o deixar-ser do ente também se predispõe em relação ao humor do mesmo que é o que permite ou não a revelação do ente em sua totalidade. O que o ente tem que manter é seu desvelamento, a partir que o ente mantém seu velamento a uma dissimulação, o que acarreta no não encontro da verdade, à não-verdade.


A dissimulação para a verdade


A dissimulação é aquilo que esta velado, mas o que está velado é mais comum e antigo que o próprio desvelamento do ente, a própria não-verdade (desacordo de um ente com sua essência). Se temos a não verdade então teremos a não - essência já que ela é essencialmente a parte do velamento. Mas talvez esse mistério da essência não seja tão importante ser desvelado.


A errância para a verdade


O homem só in-siste ao mesmo tempo em que ek-siste e cai na errância, somente por ek-sistir e in-sitir. É a errância que se opõe a essência da verdade, é ela que mantém o velamento sobre o mistério e sobre a essência da verdade e faz apenas conhecer a não - essência da verdade.
A errância ocupa no pensamento de Heidegger sobre a essência da verdade[...] O erro vai de um simples engano até o “desgarramento e o perder-se de nossas atitudes e nossas decisões essenciais”. A errância tem uma conotação ontológico -historial. Heidegger enfatiza a situação historial e existencial de errância que condiciona a humanidade e o ser-aí,[...] O desgarramento é o nível mais profundo e mais grave da errância que nos ameaça. Ele representa a situação de decaída e impotência que sempre envolve o homem e o ameaça historialmente. O desgarramento é conexo com o esquecimento do mistério. [...] Vemos deste modo que o caminhar historial do homem é essencialmente errante. Isto se torna compreensível pelo caráter ontológico in-sistente ek-sistente do homem.
18
Como todos podem errar, diz Heidegger, o homem passa por esse processo do erro por diversas vezes na sua vida sem dizer, que na maioria das vezes o homem cai em contradição se afastando da essência da verdade e aproximando-se da não-verdade.



Conclusão


O objetivo de Heidegger parece o de não querer estabelecer uma nova crença sobre o que é a verdade, mas sim pretende formular para todos que porventura se identificarem com sua obra e analisarem, será um bom processo de reflexão filosófica sobre a verdade.
É claro que o autor não encontra e não tenta se aprofundar na questão da essência da verdade, é sentido no texto que quanto mais se aproxima do final, mais abrem-se novas possibilidades de argumentação o que faz das reflexões insuficientes no texto.
Quando ele começa falando sobre a conformidade da coisa com o objeto, podemos raciocinar que a partir do momento que falamos de algo, já sabemos do que estamos falando, então é uma verdade que não precisamos busca-la por que está pré-estabelecida.
Já em relação com a liberdade, podemos ver uma conexão com aquilo que dizemos, somos livres enquanto somos verdadeiros, somos nós mesmos. A verdade do ser é ser de maneira coerente consigo mesmo.
E no final, quando é questionado o erro, vemos que todos são capazes de errar, o erro é apenas uma incoerência
19 que pode fazer parte da essência da verdade por que manifesta o questionamento da busca da verdade, pois temos a consciência do próprio erro.



BibliografiaAGOSTINI, D’ Franca. Analíticos e continentais. Ed. Unisinos.2002
HEDEGGER, Martin. Conferencias e escritos Filosoficos. Trad.Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores)
Nerici, I. Giuseppe. Introdução à lógica. 9ª ed.São Paulo: Nobel, 1985


1Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger. P.1312 Então talvez a verdade já esteja em nós mesmos. Pode-se dizer que a partir da pergunta, já temos que possuir a resposta, então questionar não levaria a uma nova descoberta. Qual seria então a finalidade de questionar? Pois se a verdade está em nós mesmos, leva a crer que Platão tinha razão de afirmar sobre o mundo das idéias, onde pode estar toda a verdade (ou não) só que há um momento do próprio questionamento que nos remete a tal verdade. (Érica)3 proposição é a expressão do juízo, ou ainda, a oração que afirma ou nega qualquer coisa do sujeito. E juízo representa o ato que o espírito “afirma ou nega uma coisa de outra”. (Introdução a lógica, Nérice)4Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger p.1335Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger P.1346 “Ao fazer uma abordagem sobre Deus, no pensamento de Heidegger, vale destacar, antes de qualquer coisa, que este Filósofo “em determinados aspectos do seu pensar, como metafísica, não demonstra nem ateísmo e muito menos ser teísta”. Sendo assim, não é tarefa fácil discorrer acerca de Deus em Heidegger, devido à complexidade da sua linha de raciocínio, que por sinal, não é apresentada de maneira sistematizada Portanto, para Heidegger Deus só pode ser “explicado” na linguagem poética. Pois nela o homem se cala e quem fala é a própria linguagem e conseqüentemente o ser. E vale lembrar que na concepção do filósofo é no silêncio que Deus se revela”. http://www.scielo.com.br/
7Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger p.1348 razão universal9 A verdade do ser como alétheia e errância. Prof. Dr. João Bosco Batista. DFIME – Departamento das Filosofias e Métodos – Universidade Federal de São João del -Rei – UFSJ10 será que o autor quer dizer que a verdade deveria ter só uma essência nas tem duas:
- a essência da proposição
- e a essência da coisa
- qual delas é a essência da verdade?
11 Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger p.13512 Então qual seria a verdade desse ente?13 Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger p.13614 “o ser-ai (DAISEN), ou seja, o homem, é , segundo Heidegger, aquele específico ente que se põe o problema do ser,[...] é o ente cuja peculiaridade ontológica consiste em pôr a questão do ser. Segue daí que o modo em que tal questão é posta e enfrentada não é acessório, mas define o ser-aí em sentido profundo: e tal modo é justamente a compreensão interpretativa.” AGOSTINI, D’ Franca. Analíticos e continentais.p.40715 Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger P.13816 Sobre a essência da verdade, Martin Heidegger P.13917 p.14018 A verdade do ser como alétheia e errância. Prof. Dr. João Bosco Batista. DFIME – Departamento das Filosofias e Métodos – Universidade Federal de São João del -Rei – UFSJ19 Ser incoerente não é ser o seu próprio eu, se o ser não é legitimamente o que é, não é livre, se não é livre está na sua não-verdade, e a não-verdade é o erro. Chegando ao erro então poderíamos concluir que tudo poderia ser um erro, até questionar sobre a verdade.(ÉRICA)
O Tempo resgata a Verdade da Disputa e da Inveja.
Nicolas Poussin, 1640-2
Musée du Louvre, Paris Image from Olga's Gallery

AD HOMINEM-ÉRICA MACLEO





Resumo


Quando pensamos como manifestar nosso interesse, e desejamos que isso também seja o interesse da maioria , pensamos como poderá ser a arte do convencer. Ao divulgar uma opinião, não muda nosso objetivo. Mas quantas vezes somos racionais ao expressar nossos pareceres? E ao observar a opinião do outro, quantas vezes concordamos? E quando não concordamos nossos motivos são racionais? Temos um julgamento claro e lógico ou apelamos para as falácias? O que se pretende destacar neste artigo é uma das falácias mais comuns e mais difícil de se desvencilhar : AD HOMINEM. Qual é sua importância e qual sua ligação com a moral do homem que julga e que é julgado, ou ainda dos opositores.

Palavras-chave: ad hominem, moral



Quando alguém nos traz algum fato, e este fato nos parece coerente, mas ninguém mais tem conhecimento sobre ele, logo analisamos as propriedades desta informação, e ainda quem nos traz esta informação.
Dizer que a argumentação lógica, e ainda, juntamente com todos os fatos é o que faz mudar certas convicções e que isto pode ser aceito por todos é relativo para ser levado em consideração e afirmar que haverá um julgamento imparcial ou ainda um acordo.
No momento que nos é apresentado algo, logo analisamos suas atitudes, analisamos o “homem” antes de sair afirmando e aceitando tal conclusão. Sua moralidade, sua condição é pré-julgada
No texto de Charles Taylor, a um exemplo no qual podemos analisar questões morais e falácias como, por exemplo, o aborto.
Como dizer que o aborto deve ser aceito legalmente, ou ainda, como argumentar que não deve ser aceita sua legalização?
Há dois lados que se contrapõe como quer apresentar Taylor, e um não aceitará a argumentação do outro por conseqüência das falácias.
“A razão é tão impotente diante dessas pessoas como parece ser para arbitrar a disputa acerca do aborto? Haverá uma maneira de mostrar-lhes que estão erradas?”
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Aqueles que são a favor da legalização do aborto dirão que todos os que são contra o aborto nunca passaram por uma situação em que uma criança seria indesejada, como em caso de estrupo, logo não podem relatar e fazer com que os que passaram aceitem. Este argumento é ad hominem ofensivo por que esta atacando todos os que lutam pela não legalização do aborto, sem um argumento real, pois entre essas pessoas que lutam pela não legalização, pode sim haver alguém que tenha passado por essa situação.
Já os que defendem a não legalização podem denominar os que defendem como assassinos, criminosos, mesmo que nunca tenham cometido crimes ou ainda que tem intenções de abrir clínicas para aborto e com isso ganhar dinheiro ad hominem circunstancial o que mostra também desconhecimento dos defensores da não legalização.
O autor também usa exemplos como o do nazismo, o s quais não pretendo analisar nesse momento.
Mas o que quer se demonstrar com estes exemplos é o julgamento feito de ordem inconseqüente, demonstrando raciocínios incorretos que são induzidos principalmente há pessoas baseadas em ideais que não são aceitos por todos, mas que para esses idealizadores , deveriam ser aceitos de formas incontestáveis e universais.
O que podemos observar é que quando há dois lados em que são atingidos drasticamente ou ainda “feridos” na sua argumentação, não haverá diálogo e prevalecerá a falácia a ad hominem por que nenhuma das partes irá escutar a outra.
Para tentar persuadir e conquistar mais adeptos, serão capazes de usar argumentos falaciosos e retóricos.
Essas práticas não tem a intenção de serem morais ou racionais, porque elas tendem a atacam o caráter da pessoa em questão e não o que é propagado pela mesma, que pode ser coerente, e aceito se for analisado por quem seja capaz de admitir que o outro pode estar certo.
“mas esses argumentos são vulneráveis à razão e na verdade, mal se sustentam à luz fria do pensamento claro.”
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Taylor ainda demonstra a falácia no argumento de Mill em seu Utilitarismo:
A incoerência da defesa que faz Mill dos prazeres “superiores” fundado na mera preferencia de facto pelos “únicos juizes competentes” é também testemunha das contradições a que essa teoria confusa de fundamentos confusos dá origem.[...]. não obstante o utilitarismo não vem do nada. Toda a inclinação naturalista da cultura intelectual moderna tende a desacreditar a idéia da avaliação forte.[...]. o utilitarismo foi em parte motivado pela aspiração de construir uma ética compatível com a visão cientifica.
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E através da visão desta falácia naturalista, que muitos Utilitaristas por apresentarem uma argumentação fraca em relação ao que defendem, é que podemos colocá-los também na falácia ad hominem , por que é defendido no princípio da utilidade “a maior porção possível de bem em relação ao mal (ou a menor porção possível de mal em relação ao bem)”
4 com interesse em um fim assim como no argumento transcendental.
O que se pode destacar no argumento ad hominem, é que argumentos e justificações, não são suficientes para causar entre interlocutores, acordos racionais e lógicos já que o ad hominem ataca diretamente ao homem e sua moral
5 e não o que ele fala e argumenta.
Posso até tentar ousar afirmar que, o homem já esta condenado sem manifestar sua opinião. É nossa crença em que tal homem é um mentiroso que fará com que qualquer coisa que esse homem venha dizer, nos faça acreditar que será uma mentira.
Creio que podemos identificar nesta discussão três ordens de motivações que se combinam para nos condenar à cegueira. Em primeiro lugar a atitude naturalista, com sua hostilidade à própria noção de avaliação forte tende a tornas os argumentos ad hominem
6 irrelevantes para a disputa ética. Mostrar que o interlocutor está de fato comprometido com algum bem nada prova sobre o que ele deve fazer. Pensar que o é equivale a cometer a falácia naturalista. 7
O que podemos perceber é que não podemos deixar de lado as modalidades ad hominem na arbitragem das disputas morais porque o homem julga mais pelos os antecedentes do que pelos fatos.

BibliografiaCOPI, Irving M. Introdução a lógica.2ª ed. São Paulo: Mestre Jou, 1978
FRANKENA, William K. Ética.3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar 1969
TAYLOR, Charles. Explicação e razão prática. In: Argumentos Filosóficos. São Paulo:Loyola,2000

1 Explicação e razão prática.C. Taylor. P.482 Explicação e razão prática.C. Taylor. P. 493 Explicação e razão prática.C. Taylor. P. 514 Frankena. Ética. P.495 Aqui podemos ler moral como sua postura perante a sociedade em que vive.6 Ad hominem (ofensivo) “argumento dirigido contra o homem” COPI. P.75 e Ad hominem (circunstancial) “diz respeito às relaçoes entre as convicçoes de uma pessoa e as suas circunstâncias”7 Explicação e razão prática.C. Taylor. P. 70
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