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quinta-feira, 24 de maio de 2007

NA TEBAIDA – OLAVO BILAC

Chegas, com os olhos úmidos, tremente
A voz, os seios nus, como a rainha
Que ao ermo frio da Tebaida vinha
Trazer a tentaçao do amor ardente.

Luto: porém teu corpo se avizinha
Do meu, e o enlaça com uma serpente...
Fujo: porém a boca prendes, quente,
Cheia de beijos, palpitantes, à minha...

Beija mais, que o teu beijo me incendeia!
Aperta os braços mais! Que eu tenha a morte,
Preso nos laços de prisão tão doce!

Aperta os braços mais, - fragil cadeia
Que tanta força tem não sendo forte,
E prende mais que se ferro fosse!

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